domingo, 15 de janeiro de 2012

Cúpula dos povos - CFRIOMAIS20

Informe do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira (CFSC) para a Rio+20 Janeiro de 2012 Entre 15 e 23 de junho deste ano, ocorrerá no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, a Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental. A sociedade civil global, organizações, coletivos e movimentos sociais ocuparão o Aterro para propor uma nova forma de se viver no planeta, em solidariedade, contra a mercantilização da natureza e em defesa dos bens comuns. A Cúpula dos Povos ocorrerá de forma paralela à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A reunião oficial marca os vinte anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92 ou Eco 92). Nestas duas décadas, a falta de ações para superar a injustiça social ambiental tem frustrado expectativas e desacreditado a ONU. A pauta prevista para a Rio+20 oficial, a chamada “economia verde” e a institucionalidade global, é considerada pelos organizadores da Cúpula como insatisfatória para lidar com a crise do planeta, causada pelos modelos de produção e consumo capitalistas. Para enfrentar os desafios dessa crise sistêmica, a Cúpula dos Povos não será apenas um grande evento. Trata-se de um processo de acúmulos históricos e convergências das lutas locais, regionais e globais, que tem como marco político a luta anticapitalista, classista, antirracista, antipatriarcal e anti-homofóbica. A Cúpula dos Povos quer, assim, transformar o momento da Rio+20 numa oportunidade para tratar dos graves problemas enfrentados pela humanidade e demonstrar a força política dos povos organizados. “Venha reinventar o mundo” é o nosso chamado e o nosso convite à participação para as organizações e movimentos sociais do Brasil e do mundo. A convocatória global para a Cúpula será realizada durante o Fórum Social Temático, em 28 de janeiro, em Porto Alegre (RS). O Fórum deste ano é, aliás, preparatório para a Cúpula. Programação da Cúpula O Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio+20 está preparando o desenho da Cúpula dos Povos e do território que o evento ocupará no Aterro do Flamengo. O objetivo é que o espaço seja organizado em grupos de discussão autogestionados, na Assembleia Permanente dos Povos e num espaço para organizações e movimentos sociais exporem, praticarem e dialogarem com a sociedade sobre suas experiências e projetos. As ações da Cúpula estarão todas interligadas. Um grupo de trabalho sobre metodologia foi criado para detalhar a execução desse desenho. A ideia é que a Assembleia Permanente dos Povos, o principal fórum político da Cúpula, se organize em torno de três eixos e debata as causas estruturais da atual crise civilizatória, sem fragmentá-la em crises específicas – energética, financeira, ambiental, alimentar. Com isso, espera-se afirmar paradigmas novos e alternativos construídos pelos povos e apontar a agenda política para o próximo período. O grupo de trabalho sobre metodologia vai propor a melhor forma de organizar esse debate e de afirmar novos paradigmas. Os dois primeiros dias da Cúpula serão de atividades organizadas pelos movimentos sociais locais, que estão em luta permanente de resistência aos impactos das grandes obras. Desde esse momento, já estará montado um espaço de livre acesso, onde organizações e movimentos da sociedade civil global exibirão experiências e projetos que evidenciam como é possível viver em sociedade de forma fraterna e sustentável, ao contrário do paradigma hoje vigente. Por isso, o território da Cúpula dos Povos será organizado de forma livre da presença corporativa e com base na economia solidária, agroecologia, em culturas digitais, ações de comunidades indígenas e quilombolas. Esse encontro da cidadania, que também contará com atrações culturais, ficará aberto até o fim da Cúpula, no dia 23. No dia 17, domingo, a organização da Cúpula dos Povos prepara uma passeata para marcar o evento. A partir do dia 18, começarão as discussões autogestionadas e a Assembleia Permanente dos Povos. O 20 de junho será o Dia da Mobilização Internacional, com manifestações que enviem uma mensagem clara e incisiva para a Rio+20 oficial. Visite a página da Cúpula dos Povos www.rio2012.org.br

ONU Mulheres

ONU Mulheres Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres A ONU Mulheres é a nova liderança global em prol das mulheres e meninas. A sua criação, em 2010, foi aplaudida no mundo todo e proporciona a oportunidade histórica de um rápido progresso para as mulheres e as sociedades. A ONU Mulheres trabalha com as premissas fundamentais de que as mulheres e meninas ao redor do mundo têm o direito a uma vida livre de discriminação, violência e pobreza, e de que a igualdade de gênero é um requisito central para se alcançar o desenvolvimento. Os Estados-Membros da ONU e os ativistas dos direitos das mulheres se uniram para criar a ONU Mulheres. Eles reconheceram que tornar as questões de gênero e igualdade reais nas vidas de mulheres e meninas demandava uma organização com alcance mundial, além de uma experiência consolidada e de consideráveis recursos. Por um tempo longo demais, as mulheres foram forçadas a permanecer à margem nas questões de liderança política, segurança em zonas de conflitos, proteção contra a violência e acesso aos serviços públicos. Hoje, as mulheres precisam estar no centro das decisões como líderes, defensoras e agentes de mudanças. A ONU Mulheres está surgindo a partir de um forte embasamento, pela fusão de quatro organizações da ONU com um sólido histórico de experiência em pesquisa, programas e ativismo em quase todos os países. Essas organizações incluem a Divisão da ONU pelo Avanço das Mulheres, o Instituto Internacional de Pesquisa e Treinamento pelo Avanço das Mulheres, o Escritório da Assessora Especial para Questões de Gênero e o Avanço das Mulheres, e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para as Mulheres. A ONU Mulheres defende a participação equitativa das mulheres em todos os aspectos da vida e enfoca cinco áreas prioritárias: ◦Aumentar a liderança e a participação das mulheres; ◦Eliminar a violência contra as mulheres e meninas; ◦Engajar as mulheres em todos os aspectos dos processos de paz e segurança; ◦Aprimorar o empoderamento econômico das mulheres; ◦Colocar a igualdade de gênero no centro do planejamento e dos orçamentos de desenvolvimento nacional. A ONU Mulheres apoia os Estados-Membros da ONU no estabelecimento de padrões globais para alcançar a igualdade de gênero e trabalha junto aos governos e à sociedade civil para formular leis, políticas, programas e serviços necessários à implementação desses padrões. A ONU Mulheres coordena e promove o trabalho do Sistema ONU no avanço da igualdade de gênero. A ex-presidenta chilena Michelle Bachelet é a Subsecretária Geral e Diretora Executiva da ONU Mulheres. Ela traz ao seu cargo um histórico exemplar como líder visionária e defensora da justiça social e dos direitos das mulheres. Mais informações sobre a ONU Mulheres no Brasil EQSW 103/104 Bloco C – Lote 1 – Sudoeste CEP 70670-350 – Brasília, DF, Brasil (61) 3038-9280 | Fax: (61) 3038-9289 onumulheres.conesul@unwomen.org www.unifem.org.br | www.unwomen.org www.twitter.com/ONUMujeres www.facebook.com/ONUMujeres www.youtube.com/unwomen www.flickr.com/unwomen

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

notícias - mulheres e mudanças climáticas - 11 a 19 de dezembro de 2011

Psicoterapia Brasil: Mudanças climáticas vitimam mais mulheres ... quarta-feira, 7 de dezembro de 2011. Mudanças climáticas vitimam mais mulheres que homens, diz Pnuma. Estudo do Programa das Nações Unidas para o ... psicoterapiabrasil.blogspot.com/2011/12/mudancas-climaticas-vitimam-mais.html - 79k - Páginas semelhantes Mudanças climáticas vitimam mais mulheres que homens, revela ... A revista digital mais completa do Brasil Domingo | 18 de dezembro | 2011. Jesuítas: Justiça, Fé, Ecologia ... 07/12/2011 | domtotal.com. Mudanças climáticas vitimam mais mulheres que homens, revela Pnuma. Um relatório das Nações ... www.domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=391634 - 39k - Páginas semelhantes OngCea 1 dia atrás ... dezembro 19, 2011 in Mudanças Climáticas, Poluição, Saúde Humana .... Queimada, um passo atrás para o homem (e a mulher) do campo ... centrodeestudosambientais.wordpress.com/ - 272k - Páginas semelhantes Envolverde 1 hora atrás ... Cidade do México, México, 19 de dezembro de 2011 (Terramérica). ... de 2010, estudou pela primeira vez o BPA em mulheres grávidas deste país. ..... emissões de gases poluentes que intensificam mudanças climáticas. ... envolverde.com.br/ - 120k - Páginas semelhantes O exemplo da matrioshka. Alcilene Cavalcante em 18 de dezembro de 2011 ... Ouvi tal definição de uma mulher no documentário “Vivendo de Luz”, exibido pelo canal GNT nesse dezembro de mudanças climáticas. Lindo o que ela disse: ... www.alcilenecavalcante.com.br/ - 112k - Páginas semelhantes Representante da ONU sobre mudanças climáticas critica retirada ... Representante da ONU sobre mudanças climáticas critica retirada do Canadá do Protocolo de Kyoto. 14 de dezembro de 2011 · Notícias · Share · Tweet ... www.onu.org.br/onu-critica-retirada-do-canada-de-kyoto/ - 98k - Páginas semelhantes Mudanças climáticas vitimam mais mulheres que homens, diz ... Mudanças climáticas vitimam mais mulheres que homens, diz Pnuma; 06/12/ 2011; Rádio das Nações Unidas; false; UOL Notícias; 4 ... noticias.uol.com.br/ultnot/radioonu/2011/12/06/mudancas-climaticas-vitimam-mais-mulheres-que-homens-diz-pnuma.jhtm - 69k - Páginas semelhantes II Encontro de Formação e Mobilização para a RIO+20 9:30 am 15 Dezembro 2011 — 6:00 pm 16 Dezembro 2011 em Rio de Janeiro, ... A mulher no contexto das mudanças climáticas – Articulação de Mulheres ... rio20.net/pt-br/events/ii-encontro-de-formacao-e-mobilizacao-para-a-rio20/ - 49k - Páginas semelhantes

domingo, 11 de dezembro de 2011

RESULTADOS DA COP DE DURBAN

Países aprovam mapa do caminho para acordo mundial em 2015 Protocolo de Kyoto também foi aprovado e será prolongado além de 2012. Brasil dá palavra decisiva e ajuda definir versão final do acordo. Os representantes de mais de 190 países aprovaram neste domingo, na conferência sobre o clima de Durban (África do Sul), a COP17, um mapa do caminho para um acordo global em 2015 destinado a reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa. O alívio era visível entre os representantes na conferência, que esteve à beira da catástrofe, após 14 dias e duas madrugadas extra de negociações. O Brasil, com perfil mediador representado por Luiz Alberto Figueiredo, contribui para a definição da versão final do documento. Clima de tensão: Solução brasileira 'salva' reunião do clima de fracasso "Em homenagem a Mandela: isto parecia impossível, até que foi conseguido. E foi conquistado!", escreveu no twitter, Christiana Figueres, principal nome da ONU para a questão do clima. Porém, a União Europeia, que usou todo seu peso para obter um acordo juridicamente vinculante, se viu obrigada a aceitar ao fim da reunião - ofuscada pela crise do euro - um texto que deixa em aberto a questão do caráter obrigatório do futuro pacto climático. Entenda: Como acontece o aquecimento global Quem são os maiores emissores Perguntas e respostas sobre a COP-17 O objetivo da comunidade internacional é limitar o aumento da temperatura global a +2°C. A soma das promessas dos vários países em termos de redução de emissões está longe, no entanto, de alcançar a meta. Segundo um estudo apresentado esta semana em Durban, o mundo está no caminho de um aumento de 3,5°C no termômetro global. Protocolo de Kyoto Os ministros e delegados, à beira do colapso, também chegaram a um acordo para prolongar além de 2012 o Protocolo de Kyoto. A decisão sobre o futuro do protocolo, o único instrumento jurídico vinculante que limita as emissões de gases, era um dos pontos chaves da COP17. Os países em desenvolvimento, que estão isentos do protocolo, respaldam com firmeza o mesmo, pois estabelece um "muro selado" entre os países do norte, que têm uma responsabilidade "histórica" no acúmulo de CO2 na atmosfera, e o resto do planeta. O documento, assinado em dezembro de 1997, entrou em vigor em fevereiro de 2005 e impõe aos países ricos, com a grande exceção dos Estados Unidos, que não ratificaram o texto, a redução das emissões de seis substâncias responsáveis pelo aquecimento global, em particular a de CO2. Fundo Verde Os delegados concordaram com o início de um segundo período de compromissos, que envolverá principalmente a União Europeia. Canadá, Japão e Rússia ressaltaram que não desejam um novo compromisso. A implementação do mecanismo de funcionamento de um Fundo Verde, destinado a ajudar os países em desenvolvimento ante o aquecimento global, também foi aprovado em Durban. A ONG Oxfam criticou duramente os resultados da reunião e afirmou que os negociadores evitaram por pouco um colapso do processo ao alcançar um acordo sobre "o estrito mínimo possível". 'Pacote não é perfeito' A ministra sul-africana das Relações Exteriores, Maite Nkoana-Mashabane, que presidiu a conferência, admitiu, desde o início da sessão plenária, à noite, que o pacote de decisões sobre a mesa "não era perfeito", mas defendeu que era necessário "não deixar que a perfeição seja inimiga do bom". Para a União Europeia (UE), Durban obteve um "avanço histórico" por obter um acordo que, a partir de 2015, englobaria pela primeira vez todos os países na luta contra o aquecimento global. Para Connie Hedegaard, comissária europeia para questões do clima, a estratégia da UE foi bem sucedida. "Quando muitos diziam que em Durban apenas seriam implementadas decisões tomadas em Copenhague e Cancún, a UE tinha mais ambição. E conseguiu mais", destacou. "Não aceitaríamos um novo período para o Protocolo de Kyoto sem ter, em troca, um mapa do caminho para o futuro no qual todos os países se comprometam", disse Hedegaard. A conferência de Durban, que terminou com 36 horas de atraso, entrará para a história das reuniões sobre o clima por ter batido o recorde das prorrogações nas negociações. O próximo encontro sobre o clima acontecerá no Qatar, o maior emissor de gás carbônico per capita do mundo. *com EFE, AFP e BBC Brasil

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Frente à COP 17 – Durban e Rio+20: NÃO aos mecanismos de mercado como solução para o enfrentamento da crise ambiental e climática Apesar dos sucessivos fracassos em relação às soluções de mercado propostas nos últimos quase 20 anos das negociações da UNFCCC, alguns governos, entre eles o Brasil, continuam insistindo em promover os mecanismos de mercado dentro do marco regulatório de clima para solução da crise climática, bem como rumo a economia verde proposta para ser discutida na Rio+20, em junho do próximo ano. Desde a sua criação em 1992, o objetivo da Convenção de Clima é a de reduzir as emissões de gases de efeito estufa de modo que não se implique em risco aos sistemas naturais do planeta Terra, de acordo com o texto da UNFCCC visa “a estabilização das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera num nível que impeça uma interferência antrópica perigosa no sistema climático” Este objetivo não conseguiu nem de perto ser atendido, ao contrário, o único instrumento jurídico vinculante, o Protocolo de Kyoto, que definiu o corte ínfimo de apenas 5,2% das emissões dos países do Norte (em relação aos níveis de 1990) para um período até 2012, corre o risco de não ter seu segundo período aprovado. Foi demonstrado desde a criação de Kyoto que o foco do mesmo, ao invés de ser o de atender ao objetivo da Convenção, foi de institucionalizar o mercado de carbono no âmbito das Nações Unidas e no interior dos países signatários. Fica cada vez mais evidente que a criação do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – dentro dos mecanismos de flexibilidade presentes em Kyoto – e sua implementação nos países em desenvolvimento vem aumentando os impactos locais negativos onde os projetos são instalados, ampliando situações de injustiça ambiental e de violações dos direitos humanos e não contribuem efetivamente para a redução de emissões. Assim, os grandes beneficiários da crise climática e das políticas aprovadas no âmbito multilateral são as grandes corporações e o sistema financeiro internacional, que vem se renovando por meio dos instrumentos criados pela Convenção, como no caso do Banco Mundial que ganhou novo fôlego nos últimos anos com o tema climático e, mais atualmente, ao ser escolhido como tesoureiro do Fundo Verde de Clima da UNFCCC, mesmo com a oposição de vários países e da sociedade civil internacional. Atualmente, após a criação do mecanismo de REDD+ na COP 16, no acordo de Cancun, o mercado de carbono se consolida como principal aposta para propostas em curso de financiamento para REDD+. As organizações e movimentos sociais que compõem o Grupo Carta de Belém e que lutam pela justiça ambiental e climática rechaçam o REDD+ como mecanismo de mercado de carbono que sirva também para compensar as emissões de gases dos países desenvolvidos. Estas organizações entendem que o mercado de carbono e o mecanismo de REDD+ são falsas soluções à crise climática e vão contra a necessidade dos países do Norte de assumirem suas responsabilidades e dívidas históricas com os países e povos do Sul e de reduzirem suas emissões, bem como transferem o foco das discussões da queima de combustíveis fósseis, verdadeiras responsáveis pelas mudanças climáticas atuais, para as florestas. Enquanto o Brasil pretende se mostrar para o mundo como um grande exemplo de transição para a economia verde, no âmbito doméstico veem-se processos que demonstram exatamente o contrário do discurso apresentado. Por um lado, vemos o desmonte da legislação ambiental nacional, com a flexibilização do Código Florestal, com o PL 195/2011 sobre REDD+ e o PL 792/2007 de contratos de pagamentos por serviços ambientais, propostas que ultrapassam o modelo de incentivos promovidos por políticas públicas para a comercialização da biodiversidade e dos bens comuns, bem como fortalecendo o mercado de carbono a nível nacional por meio da criação de títulos representativos de estoques de carbono (Certificado de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal - CREDD) ou de florestas e da biodiversidade (Cota de Reserva Ambiental, contida na atual proposta do Código Florestal). Por outro, está em curso um processo de carbonização da economia, com o aumento das emissões decorrentes do setor energético em função da ampliação da participação de termelétricas na matriz energética nacional e da exploração do pré-sal que triplicará a produção de petróleo e gás nos próximos dez anos. Além disso, o Grupo questiona como o Brasil irá cumprir suas metas voluntárias apresentadas em Copenhague, na COP 15, e aprovadas na Política Nacional de Mudanças Climáticas, com o aumento considerável do desmatamento da Amazônia e do Cerrado, fruto das medidas pré-aprovadas no novo Código Florestal. Por estes e outros motivos o grupo Carta de Belém finaliza apontando que várias políticas e legislações estão sendo pensadas para serem finalizadas até a Rio+20, em junho do próximo ano, e isso sem um debate com a sociedade brasileira, ou grande parte dela, especialmente sem a participação das bases de organizações e movimentos sociais. A construção de um marco legal neste sentido poderá gerar um fato consumado e impossibilitar qualquer barganha nas negociações internacionais de clima e inviabilizar qualquer iniciativa futura de proteção da soberania nacional do Estado e de seus povos aos territórios, bem como de políticas que enfrentem de fato a crise climática por fora do mercado. Rejeitamos um regime de clima floresta-cêntrico! Queremos a justiça ambiental e climática! Defendemos a proteção das florestas e dos direitos dos povos que nela vivem! Não ao REDD+! Assinam: Amigos da Terra Brasil; ANA Amazônia; AS-PTA; Associação Alternativa Terrazul; ABA – Associação Brasileira de Agroecologia; CEAPAC – Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária – PA; CEPEDES - Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul/BA; CIMI – Conselho Indigenista Missionário; FAOR – Fórum da Amazônia Oriental; FAMCOS - Federação das Associações de Moradores e Organizações Comunitárias de Santarém – PA; FASE; FECAP - Federação das Entidades comunitárias do Estado do Amapá – AM; Fetraf Brasil – Federação dos Trabalhadores/as da Agricultura Familiar; Fetraf Sul; FORMAD – Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento; Fórum Carajás; Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social; Fundação Rureco; Instituto Terramar; INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos; Instituto Mais Democracia; Instituto Quilombista – BA; Jubileu Sul Brasil; Justiça nos Trilhos – MA; MACA - Movimento Anti-capitalista Amazônico; MMC - Movimento de Mulheres Camponesas; MMM- Marcha Mundial das Mulheres; MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores; MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra; Organização das Associações Comunitárias da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns/ Tapajoara – PA; RBJA – Rede Brasileira de Justiça Ambiental; Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais; REJUMA – Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade; STTR Xapuri – AC; Terra de Direitos; Via Campesina Brasil

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Christiane Torloni cobra de Senadores o desmatamento zero na Amazônia
Atriz faz enquete no site do Senado disparar, após chamada no programa do Faustão

Durante sua entrevista neste domingo, após falar de seu personagem na novela das oito, a atriz pediu a palavra ao apresentador e chamou a atenção para a importância do momento pelo qual está passando o país, em função da votação do novo código florestal. Christiane estava vestida com a blusa do Movimento Amazônia para Sempre, que mobilizou a sociedade brasileira e conseguiu reunir mais de um milhão e duzentas mil assinaturas pedindo o fim do desmatamento na Amazônia, entregues no Senado durante vigília realizada em defesa da floresta, em maio de 2009.

Convidando o público a se envolver com a questão, pediu para que as pessoas entrassem no site do Senado e buscassem participar da discussão, citando que até o momento 84% dos internautas são a favor do desmatamento zero na Amazônia. A atriz, que na novela representa uma mulher com transtorno bipolar, se mostrou muito sensata na vida real, cobrando dos parlamentares o compromisso assumido na campanha do movimento Amazônia para Sempre, citando o nome dos ex governadores e atuais senadores Aécio Neves, Eduardo Braga e Jorge Viana, que assinaram o manifesto recebido pelo Senado e entregue ao Presidente Lula em 2009.  Jorge Viana será o relator do novo código florestal na Comissão de Meio Ambiente, a derradeira a apreciar o projeto de lei antes da votação na plenária, o que deverá ocorrer a partir desta quarta feita. A votação final do texto do novo código no Senado  está prevista para o dia 22 deste mês.

De forma inteligente, Christiane emendou lembrando a tragédia do início do ano ocorrida nas serras do Rio de Janeiro, fazendo com que o público relacionasse a questão do meio ambiente com o clima, qualidade de vida e segurança. Falou também sobre a questão das APPS, sobre as vidas perdidas na tragédia do Rio e dos riscos das pessoas ocuparem estas áreas, entre outros assuntos que estão em discussão no texto do novo código florestal. Ao finalizar, chamou novamente a atenção do público para a responsabilidade com relação à floresta amazônica e ao clima no planeta:

- “Peço a vocês que nos vêem que estejam presentes neste momento. O código florestal pode ser, para o Brasil, a nossa diferença neste planeta. Nós temos a floresta Amazônica, a ultima floresta tropical do planeta. Somos responsáveis pelo clima deste planeta, nos comprometemos internacionalmente, que nós manteríamos o desmatamento zero, e agora começamos a ver jogos por baixo da mesa.Vamos ser firmes, vamos ser brasileiros, por que nós moramos em um país único no mundo,  que tem o nome de uma árvore, o Brasil.”