quarta-feira, 27 de abril de 2011

Seminário do MMSG

Mulheres, mujeres, da pan-amazonia,

Estamos divulgando evento sobre os Impactos das mudanças climáticas em São Gonçalo - RJ, que está sendo organizado pelo Movimento de Mulheres de São Gonçalo.
Vamos ver com atenção. Serve de exemplo para nós da Amazonia.


Bernadete

 

Seminário Impactos das Mudanças Climáticas em São Gonçalo

De 05 a 07 de maio acontece o Seminário Impactos das Mudanças Climáticas em São Gonçalo. O evento tem a organização da ONG Care e conta com o apoio do Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG). 

Representando o MMSG, a fundadora da entidade, Marisa Chaves, participa da Mesa: Aprendizados com as enchentes de abril de 2010, que acontece no segundo dia do evento, 6 de maio, às 14h.




Abaixo, a programação completa:


05 de maio de 2011 (quinta feira)

17h  Credenciamento
18h   Abertura oficial
Conferência inaugural: A Campanha Nacional Cidades Mais Seguras
Palestrante :Major Márcio Luiz Alves
(Diretor da Defesa Civil Estadual de Santa Catarina)
19h30        Coquetel

06 de maio de 2011 (sexta feira)
Mesa: Memória das enchentes de abril de 2010
9h – 9h15          Imagens e manchetes do desastre
Coordenação: jornal O São Gonçalo
9h15 – 10h15    Roda de conversa: Vozes da comunidade
Coordenação: Sra Vicencia Cesário da Costa
(Articulação de Creches e Pré-escolas Comunitárias)

10h15 – 10h30  Intervalo (lanche no local)

Mesa: Prevenção em desastres
10h30 – 11h      O Marco de Hyogo e a experiência da sociedade civil no Nordeste com prevenção
Palestrante: Sr Victor Arai
(Especialista em prevenção comunitária)
11h – 11h30      A experiência de empresas na prevenção
Palestrante: Sr Delcio Pereira
(Diretor de Segurança em Terminais Marítimos e Navios da ABSO)
11h30 – 12h30          Debate

12h30 – 14h ALMOÇO (responsabilidade individual)

Mesa: Aprendizados com as enchentes de abril de 2010
14h – 14h30      Contribuições das mulheres gonçalenses para a prevenção a desastres naturais
Palestrante: Sra Marisa Chaves de Souza
(Movimento de Mulheres em São Gonçalo)
14h30 – 15h      O Sistema da Defesa Civil em São Gonçalo
Palestrante: TenCel Cláudio Lucena
(Defesa Civil Municipal)
15h – 16h Debate

16h – 16h15      Intervalo (lanche no local)


Mesa: Minimizando os riscos
16h15 – 16h45  Vulnerabilidades: planícies litorâneas e encostas
Palestrante: Prof Francisco Dourado
(Faculdade de Geologia UERJ)
16:45 – 17h15   O Plano de Desenvolvimento Sustentável para São Gonçalo
Palestrante: Sr Marco Manhães
(Fórum Permanente da Agenda 21 São Gonçalo)
16h45 – 17:30   Debate

17h30        Encerramento


07 de maio de 2011 (sábado)

8h30 Café (servido no local)

Mesa: Prevenção e adaptação
9h – 9h15           Imagens e manchetes do desastre
Coordenação: jornal O São Gonçalo
9h15 – 9h45      Vulnerabilidades na Região Metropolitana RJ
Palestrante: Profa Andrea Young
(Unicamp/Rede Clima do MCT/INPE)
9h45 – 10h15    A resposta das cidades aos impactos da mudanças climáticas
Palestrante: Profa Ana Luiza Coelho Netto
(GEOHECO/Laboratório de Geo-Hidrologia UFRJ)
10h15 – 11h15  Debate

11h15 – 11h30  Síntese das propostas e sugestões

11h30        Encerramento


 
PALESTRANTES

ANA LUIZA COELHO NETTO
Bacharel em Geografia (UFRJ); Mestre em Geografia (UFRJ); Doutora em Ciências (Geomorfologia e Geoecologia – Univ Católica de Leuven/Bélgica); Pós-doutorado em Geomorfologia (Univ da Califórnia/EUA); Professora Titular de Geografia da UFRJ; Coordenadora do Laboratório de Geo-Hidroecologia da UFRJ; Professora-colaboradora do Programa de Engenharia Civil-Geotecnica da COPPE/UFRJ.

ANDREA FERRAZ YOUNG
Arquiteta e urbanista (PUC-Campinas); Mestrado e Doutorado em Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto (Engenharia Agrícola - UNICAMP); Especialização em Gestão Ambiental (Engenharia Mecânica – UNICAMP); Pós-doutorado junto ao Núcleo de Estudos de População – NEPO (UNICAMP); Pesquisadora da Rede Clima do Ministério de Ciência e Tecnologia, e do Projeto Mudanças Climáticas e Megacidades ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

CLÁUDIO ANTÔNIO LUCENA PEREIRA
Graduado na Escola de Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros do RJ; Bacharel em Direito (Univ Estácio de Sá); Especialização em Gerenciamento Operacional nas Organizações (Univ Estácio de Sá); Tenente Coronel BM; Coordenador da Defesa Civil do Município de São Gonçalo; foi Subcomandante do 3º. Grupamento de Bombeiro Militar (Niterói); foi Comandante dos Destacamentos de Barra do Piraí e da Tijuca.

DELCIO ALVES CASTRO PEREIRA
Oficial de Segurança Marítima e Portuária; Bacharel em Geografia e Estudos Sociais; Especialização em Logística Empresarial; Mestrando em Engenharia de Sistemas Portuários; Diretor de Segurança em Terminais Marítimos e Navios da ABSO – Associação Brasileria dos Profissionais de Segurança Orgânica; Gerente de Riscos da empresa Metropolitan Logística (SP); Consultor civil e militar para análise de riscos, crises e resgates em zonas de conflito.

FRANCISCO DOURADO
Graduação em Geologia (UERJ); Mestre e Doutor em Geologia (UERJ); Pesquisador do Projeto Geotecnia Aplicada à Avaliação, Prevenção e Remediação de Problemas Geo-Hidro-Ambientais no Estado do RJ; Professor Adjunto da UERJ; Membro da Comissão de Exploração e Produção do Instituto Brasileiro de Petróleo; foi Diretor de Geologia do Serviço Geológico do Estado do RJ.



MARISA CHAVES DE SOUZA
Graduação em Serviço Social; Mestre em Serviço Social (UFRJ); Subsecretária de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de São Gonçalo; Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher do Município de São Gonçalo.

MARCO ANTÔNIO MUNIZ MANHÃES
Bacharel em Direito; Mestre em Direito; Advogado; Coordenador do Fórum da Agenda 21 de São Gonçalo; Coordenador do Núcleo Ambiental da OAB São Gonçalo.

VICENCIA CESÁRIO DA COSTA
Graduação em Serviço Social (PUC-RJ); Especialização em Educação Infantil (PUC-RJ); presidente do Centro Comunitário do Bairro Salgueiro; Coordenadora da Articulação de Creches e Pré-escolas Comunitárias de São Gonçalo (Artcreche); aposentada como professora da rede estadual de educação; foi supervisora de campo do estágio de serviço social da UFF e Universidade Plínio Leite.

VICTOR JUN ARAI
Engenheiro agrônomo; Especialização em Análise de Usos e Conservação dos Recursos Naturais; Mestre em Saúde Pública; foi Diretor de Projetos em Ajuda Humanitária e Desenvolvimento da organização não-governamental Oxfam GB (escritório Recife).


Coordenação:
MARKUS BROSE
Engenheiro agrônomo; Mestre em Gestão Pública; Doutor em Sociologia; Diretor Executivo da organização não-governamental CARE Brasil (escritório São Paulo); foi assessor de planejamento em desenvolvimento rural de Governos Estaduais no Nordeste; foi assessor em políticas de geração de emprego e renda da Secretaria de Planejamento do Estado do Rio Grande do Sul.

projetos na linha de mudanças climáticas e gênero

Entidades sem fins lucrativos interessadas em receber apoio do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (CFDD) do Ministério da Justiça têm mais uma chance para apresentar projetos a serem contemplados ainda este ano. Uma linha especial sobre mudanças climáticas foi criada e o recebimento de propostas vai até o dia 31 de maio. O valor a ser destinado a cada projeto varia entre R$ 200 mil e R$ 600 mil.

As propostas devem enfatizar temas como a elaboração de diagnósticos socioambientais e o desenvolvimento de estratégias de educação ambiental e de redução do desmatamento. “A área de atuação é bastante abrangente. O importante é que o projeto seja capaz de reverter os efeitos nocivos das mudanças climáticas por meio de iniciativas sustentáveis”, explica o presidente do CFDD, Daniel Lerner.

Entidades governamentais (estaduais, municipais ou do Distrito Federa) e organizações sem fins lucrativos podem apresentar os projetos diretamente pelo portal de convênios do governo federal, através do Sistema de Gestão de Convênios, Contratos de Repasse e Termos de Parcerias (OSCIP) – SICONV, no endereço www.convenios.gov.br . Já os órgãos federais devem se inscrever por meio de formulário disponível no site do Ministério da Justiça (www.mj.gov.br/cfdd). O formulário preenchido pode ser encaminhado via postal ou entregue diretamente no setor de protocolo da Secretaria de Direito Econômico (Esplanada dos Ministérios, Bloco T, Edifício Sede, sala 532, CEP 70064-900, Brasília –DF). 

Também estão abertas as inscrições para a seleção anual do CFDD. Entidades que atuem na defesa dos direitos difusos – como a preservação e recuperação do meio ambiente, a proteção e defesa do consumidor, a promoção e defesa da concorrência e a conservação do patrimônio cultural brasileiro – podem apresentar propostas para execução de projetos em 2012 até o dia 15 de abril deste ano. Mais informações sobre esta seleção também podem ser encontradas no site do Ministério da Justiça.
Para acessar a resolução completa, clique aqui.

domingo, 10 de abril de 2011

Petição contra as mudanças no Código Florestal

20,289 pessoas enviaram mensagens aos Deputados. Nos ajude a conseguir 200,000
As proposta do novo Código Florestal Brasileiro será votada na Câmara dos Deputados em breve! Deputados ruralistas estão investindo fortemente em uma campanha absurda para remover proteções ambientais e anistiar desmatadores.

Se eles conseguirem, vastas áreas de vegetação nativa ficarão expostas ao desmatamento. Especialistas concordam que as alterações propostas pelos ruralistas para o Código Florestal podem levar a terríveis consequências, como agravamento de enchentes e deslizamentos, assoreamento de rios, perdas para a própria produção agrícola. Mas os ruralistas não escutam e querem aprovar a proposta agora!

Assine a petição pedindo para os nossos deputados defenderem as florestas! .
em http://www.avaaz.org/, o mundo em ação.
 
Berná

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Manaus - Os investimentos em pesquisas na área de mudanças climáticas globais, nos últimos anos, mostram o quanto o Brasil está comprometido com o desenvolvimento sustentável do planeta. Mas a ciência brasileira ainda precisa avançar mais em políticas públicas para adaptação da sociedade a esse processo. Quem afirma é o climatologista Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (SEPED) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
Representando o ministro Aloyzio Mercadante, Nobre participou da abertura da IV Conferência Regional de Mudanças Globais (4CRMG), hoje, pela manhã, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Um dos grandes desafios na adaptação das mudanças globais, segundo Nobre, é criar um sistema eficiente de monitoramento e alerta de catástrofes, para diminuir o número de vítimas em casos de eventos extremos, como o ocorrido na Região Serrana do Rio de Janeiro, este ano.
“O Governo Federal e os governos estaduais já definiriam a criação de um sistema nacional de monitoramento de alerta de desastres naturais, que deve começar a operar até o final do ano. É uma medida concreta, a primeira medida de adaptação ao eventos climáticos extremos”, disse Nobre. Segundo ele, esse sistema é fundamental para atingir o Brasil atingir autonomia na questão da adaptação. “Temos que diminuir o número de vitimas nas catástrofes por meio da ciência”, acrescentou.
Nobre também destacou que o Brasil assumiu um papel de protagonismo internacional na formulação de políticas para a redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE). “O Brasil é o único país em desenvolvimento a apresentar metas claras – entre 36% e 39% – até 2020”, afirmou. Para o climatologista, apesar de as pesquisas em mudanças globais constituírem uma área relativamente nova no Brasil, “os conhecimentos gerados têm sido guiados pela melhor ciência”.
Credibilidade
Mudanças climáticas globais é um tema de grande relevância para a sociedade brasileira, de acordo com Nobre. Segundo ele, pesquisa realizada no segundo semestre de 2010 apontou que 96% dos brasileiros reconhecem a importância de se debater a questão, e 90% acreditam que esse processo esteja ocorrendo por causa da ação antrópica. “Significa que, no Brasil, a credibilidade científica não foi abalada por causa de episódios isolados, como aconteceu nos EUA e no Canadá”.
Nobre se refere ao episódio que ficou conhecido como “Climagate” – e-mails “pirateados” em universidade britânica, que levantou onda de suspeitas no encontro da ONU em Copenhague, em dezembro de 2009 – e a “alguns minúsculos equívocos” do último relatório do IPCC, nas referências à taxa de recessão das geleiras do Himalaia.
“Houve uma certa perda de apoio popular, principalmente nos EUA e Canadá, mas esse apoio não diminuiu no Brasil”. Nobre advertiu que, na “ciência, diferentemente do que ocorre na religião, não há verdade absoluta, mas verdades momentâneas”. E salientou que quase a totalidade dos cientistas atribui às ações humanas, principalmente à emissão de gases de efeito estufa, as mudanças do clima nos últimos anos. “É a melhor e  mais robusta explicação, e a sociedade brasileira reconhece isso”, acrescentou.
Plano de Mudanças Climáticas
Outras ações, como a redução de desmatamento e da agricultura, que, segundo Nobre poderia ser, no futuro, um “sumidouro de carbono”, também já estão sendo efetivamente implementadas. “Segurança alimentar é outra ação fundamental nessa linha de metas, assim como biodiversidade e sustentabilidade”, disse, referindo ao Plano Brasileiro de Mudanças Climáticas, cujos eixos norteiam as discussões da 4CRMG.
A ampliação da matriz energética brasileira é outro desafio para o Brasil, destacou Nobre. “É preciso pensar em energias renováveis, como eólica e solar, e com isso consolidar o enorme potencial do país de transformar biodiversidade em desenvolvimento sustentável”. Para Nobre, todas as metas só serão atingidas “com a valorização da ciência, com tudo o que a ciência traz de relevante para melhorar a qualidade de vida das pessoas em consonância com o desenvolvimento sustentável”, finalizou.
A 4CRMG teve início na manhã de hoje e termina na quinta-feira, dia 7. É um evento organizado pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), em parceria com a Academia Brasileira de Ciência (ABC), o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT), o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) e a Rede Clima. A programação completa está disponível no site http://www.mudancasglobais.com.br/

terça-feira, 5 de abril de 2011

CAMPANHA PERMANENTE CONTRA O USO DE AGROTÓXICOS

AGROTÓXICOS
VENENOS NO NOSSO PRATO!
Você sabia que todos os dias quando almoçamos e jantamos ingerimos
uma quantidade enorme de venenos? Nossos alimentos estão contaminados
porque as lavouras em todo o Brasil são pulverizadas com grande
quantidade de agrotóxicos.
O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos
do mundo desde 2009. Mais de um bilhão de
litros de venenos foram jogados nas lavouras,
de acordo com dados oficiais.
Os agrotóxicos contaminam a produção dos alimentos
que comemos e a água (dos rios, lagos, chuvas e os lençóis
freáticos) que bebemos!
Mas os venenos não estão só no nosso prato. Todo o ambiente, os animais
e nós, seres humanos, estamos ameaçados!
Os agrotóxicos causam uma série de doenças muito sérias, que atacam
os trabalhadores rurais, comunidades rurais e toda a população, que
consome alimentos com substâncias tóxicas e adquire muitas doenças.
Você sabia?
Cada brasileiro consome
5,2 litros de
venenos por ano.
PERIGO! Os agrotóxicos causam:
problemas neurológicos, má formação do feto, depressão, doenças
de pele, problemas de rim, diarréia, vômitos, desmaio, dor de
cabeça, problemas reprodutivos, contaminação do leite materno.
câncer, problemas hormonais,
A culpa é do agronegócio! Esse é o nome dado ao modelo de produção
agrícola que domina o Brasil e o mundo. Esse jeito de produzir se sustenta
nas grandes propriedades de terra (o latifúndio),
uma grande quantidade de máquinas (que levam à
expulsão das famílias do campo e à superpopulação
das cidades), no pagamento de baixos salários
(inclusive, trabalho escravo), muito lucro para as
grandes empresas estrangeiras e na utilização de
uma enorme quantidade de agrotóxicos.
A expansão desse modelo de produção agrícola é responsável pelo desmatamento,
envenena os alimentos e contamina a população.
AGROTÓXICOS: ATÉ QUANDO VAMOS ENGOLIR ISSO?
Ao contrário do que dizem as grandes empresas, é possível uma produção
em que todos comam alimentos saudáveis e diversificados. A saída é forta
a agricultura familiar e camponesa. Mas como?
lecer
Participe dessa campanha para acabar com os agrotóxicos!
No lugar dos latifúndios, pequenas propriedades e Reforma Agrária.
Desmatamento zero, acabando com devastação do ambiente.
Em vez da expulsão campo, geração de trabalho e renda para a população
do meio rural.
Novas tecnologias que contribuam com os trabalhadores e acabem
com a utilização de agrotóxicos
Proibição do uso dos venenos
Daí será possível um jeito diferente de produzir: a agroecologia!
contraosagrotoxicos@gmail.com
Mas por que tanto veneno?
Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida
Quem ganha com isso?
Principais empresas que
produzem agrotóxicos:
Syngenta, Bayer, Monsanto,
Basf, Dow, Novartis,
DuPont e Nufarm

sábado, 19 de março de 2011

a hora do planeta

Hora do Planeta 2011
Apague a luz para ver um mundo melhor
Mais de 1 bilhão de pessoas no mundo todo devem apagar as suas luzes, por sessenta minutos, no sábado 26 de Março de 2011, na maior mobilização mundial contra o aquecimento global.
O que é
A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.
Em 2011, a Hora do Planeta será realizada no sábado, dia 26 de março, das 20h30 às 21h30.
O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre a questão ambiental e os desafios impostos pelo aquecimento global.
Concebida no âmbito da Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, a Hora do Planeta é promovida no Brasil pelo WWF-Brasil, organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.
Pelo terceiro ano consecutivo, o WWF-Brasil promove a Hora do Planeta no País. Por meio do site www.horadoplaneta.org.br, cidadãos, empresas e organizações brasileiras podem fazer seu cadastro e obter mais informações sobre o movimento. O WWF-Brasil também já está em contato com as principais capitais e cidades brasileiras para a realização da Hora do Planeta 2011.
Histórico
Em 2007, ao ser realizada pela primeira vez, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália.
Já em 2008 o movimento reuniu 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.
Em 2009, o WWF-Brasil realizou pela primeira vez a Hora do Planeta no País. A primeira edição brasileira da Hora do Planeta superou todas expectativas de adesão e visibilidade previstas anteriormente pelo WWF-Brasil: 113 cidades, sendo 13 capitais,
2
1.167 empresas, 527 organizações, 58 veículos de comunicação e milhares de pessoas registraram a sua participação no site oficial do movimento. Monumentos brasileiros como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Catedral de Brasília, a Ponte Estaiada e o Teatro Amazonas, entre muitos outros, permaneceram no escuro por uma hora, graças a articulação do WWF-Brasil com os governos locais.
Em 2010, a Hora do Planeta reuniu mais de um bilhão de pessoas em 4200 cidades, em 125 países. Na noite do sábado 27 de março de 2010, todos os países do G20, assim como outras 105 nações, apagaram as suas luzes na Hora do Planeta. Monumentos como Cristo Redentor, Torre Eiffel, London Eye, Fontana de Trevi e Empire State foram alguns dos 1383 ícones que ficaram no escuro por 60 minutos.
Sobre o WWF-Brasil O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
Sobre a Hora do Planeta
A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF sobre mudanças climáticas. No sábado, dia 26 de março de 2011, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global. Na primeira edição, realizada em 2007 na Austrália, 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas de todas as partes do mundo aderiram à ação. Em 2009, quando o WWF-Brasil realizou pela primeira vez a Hora do Planeta no Brasil, quase 1 bilhão de pessoas em todo o mundo apagaram suas luzes. Em 2010, o movimento atingiu 4.200 cidades em 125 países.

domingo, 6 de março de 2011

Mulheres indígenas receberão R$ 1,3 milhão para executar projetos

Mulheres de 26 comunidades indígenas do País vão receber os recursos para aplicar em projetos voltados à conservação ambiental e à segurança alimentar




Mulheres indígenas de 26 comunidades do País vão receber R$ 1,3 milhão para execução de projetos voltados à conservação ambiental e à segurança alimentar. Dez já atenderam às exigências dos contratos a serem firmados entre a Carteira Indígena, da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR) do Ministério do Meio Ambiente, e as associações contempladas pela chamada pública direcionada a demandas exclusivamente femininas. Entre as propostas apresentadas, se destacam a produção de roças orgânicas, de tecidos feitos com fibras naturais e a reprodução de sementes que fazem parte de cultivos tradicionais.
Incentivo
Ao noroeste do Mato Grosso, elas estão organizadas na Associação Indígena das Mulheres Rikbaktsa, criada para resgatar atividades etno-culturais. O território onde moram abrange os municípios de Brasnorte, Juara e Cotriguaçu. A associação vai receber R$ 47 mil do MMA para a realização de oficinas em que serão ensinadas atividades tradicionais com risco de desaparecer, como artesanato, cânticos e pinturas de corpo.
Incentivar a cultura significa estimular a conservação ambiental, pois a iniciativa do MMA valoriza materiais da natureza necessários à confecção das peças de artesanato, bem como a utilização de plantas medicinais, que são abundantes somente com equilíbrio ecológico.
"As mulheres são guardiãs das sementes, das ramas, das coisas", comenta a coordenadora da Carteira Indígena, Lylia Galetti. Ela observa que, no próprio texto da chamada pública, uma das justificativas é que os projetos protagonizados por mulheres costumam ter melhores resultados. Nas comunidades Rikbaktsa serão beneficiadas 50 famílias, em dez aldeias, nos próximos dez meses, em parceria do MMA com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
A Carteira Indígena existe há oito anos e se propõe a desenvolver a competência técnica de comunidades para apresentação e desenvolvimento de projetos. Em novembro de 2010, a experiência foi apresentada no México, no Fórum Internacional "A dimensão de gênero nas mudanças climáticas e a gestão integral de riscos de desastres".
Durante o encontro, Lylia Galetti destacou a crescente participação feminina no movimento indígena nacional e nos fóruns de políticas públicas indigenistas, "fruto da mobilização pelo reconhecimento de gênero nesses espaços políticos". Ela enfatizou que os impactos das mudanças climáticas sobre terras e povos indígenas tendem a sobressair nos debates de suas organizações, e que o diálogo com outros países deve ser estimulado.
Conhecimentos tradicionais
O conhecimento das Rikbaktsa é importante para a conservação de uma das porções mais significativas do Bioma Amazônico no Mato Grosso. Elas vivem em comunidades onde a natureza permite o extrativismo de castanha-do-Brasil, de óleos naturais, da coleta de sementes e da produção de artesanato com fibras naturais, mas enfrentam dificuldades, especialmente devido à perda significativa de seu território e ameaças de degradação ambiental.
As índias escolheram quatro mulheres que detêm conhecimentos tradicionais do povo para ensinar aquelas que ainda não os possuem. Será valorizado, por exemplo, o caminhar na mata para identificar locais onde há abundância de árvores, sementes e capins utilizados no artesanato. Elas vão aprender a coletar corretamente esses materiais, para garantir a preservação das espécies. Também vão aprender a entoar cânticos típicos enquanto fazem suas tarefas diárias e a decifrar a relação entre cada pintura corporal e as cerimônias seculares.
Sementes
"Grande parte dos projetos demonstram preocupação com a sustentabilidade da terra e o bem-estar da família", afirma Valéria Paye, do povo Kaxuyana, que vive na área do Parque Tumucumaque, no Amapá. Como representante indígena no Conselho Nacional de Segurança Alimentar, ela fez parte do Comitê Gestor da Carteira Indígena no período em que foram selecionadas as propostas. "Em muitos projetos, ficou evidente a preocupação com as sementes. Em muitos lugares as sementes já se perderam, e elas falam que não adianta o que vem de fora, querem trabalhar com as suas próprias roças, com o que conhecem."
O assunto tem sido preocupação em todo o País. Em setembro de 2010, a Carteira Indígena, em parceria com a Embrapa, apoiou a 8ª Feira de Sementes Tradicionais Krahô, que reuniu em Itacajá (TO) cerca de 2 mil índios, interessados especialmente em variedades de milho, para a troca de experiência. E, em dezembro, os Pareci que haviam participado da feira do Krahô realizaram sua própria feira, apoiada pelo MMA, em Paraíso (MT).
Artesanato
Apesar da influência de culturas dominantes, os povos indígenas preservam traços muito fortes da cultura de seus ancestrais. Os Guajajara demonstram isso por meio da arte da cestaria, das pinturas corporais e da produção de peças de algodão, por exemplo. Habitantes do Maranhão, eles totalizam mais de 20 mil pessoas. E os moradores da Aldeia Quieta vão ampliar suas atividades com recursos do MMA.
Na aldeia vivem 74 pessoas que sobrevivem da venda de artesanato, do cultivo de roças próprias e da coleta de frutos, além de recursos que recebem como benefícios governamentais (aposentadoria, Bolsa Família). Com o projeto submetido ao MMA, os Guajajara querem, principalmente, fortalecer a posição feminina na aldeia, por meio do estímulo à atividade artesanal.
Pelo projeto, o meio ambiente também será beneficiado com o plantio de aproximadamente 80 espécies nativas e variedades de algodão, trazendo de volta espécies raras e desaparecidas. Vale lembrar que, na Terra Indígena Arariboia, que abrange todas as comunidades Guajajara, o meio ambiente tem sofrido graves problemas, como a exploração ilegal de madeira, queimadas e degradação dos recursos hídricos. E, hoje, as mulheres precisam usar fios da indústria para tecer seus produtos, porque grande parte do algodão nativo não existe mais.

Execução
De 154 projetos recebidos pela Carteira Indígena, 26 foram selecionados para receber recursos do MMA. A partir do momento em que as instituições que representam as mulheres indígenas assinam os contratos com o ministério, os recursos devem ser gastos em um prazo máximo de 18 meses. Esse período, no entanto, varia de acordo com o cronograma específico de cada projeto.


Cristina Ávila e Carlos Américo
03/03/2011