segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pesquisar: Mulheres ausentes das finanças climáticas - Notícias - Instituto ... www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias2/noticia=72984505/03/2012 - Autor: Rousbeh Legatis - Fonte: IPS ... Naquele momento, o debate de gênero e mudança climática era raro, ainda não se ... 02/04/2012 10:05 Mapa relaciona mudanças climáticas, conflitos e programas de auxílio na África ... Amazônia é principal responsável por mudanças climáticas no país g1.globo.com/.../2012/.../amazonia-e-principal-responsavel-por-mud...03/04/2012 21h56 - Atualizado em 06/04/2012 14h38 ... e intensificando ainda mais o efeito estufa, aquecimento global e as mudanças climáticas”, diz Manze. Os debates sobre género e mudanças climáticas estão a ganhar ... www.tim.co.mz/.../Os-debates-sobre-genero-e-mudancas-climaticas-e...26 mar. 2012 – Sexta-Feira, 6 de Abril de 2012. Tag cloud ... Os debates sobre género e mudanças climáticas estão a ganhar mais consistência a cada dia ... Mudanças Climáticas - Temperatura e responsabilidade humana www.mudancasclimaticas.andi.org.br/node/101Sexta-feira, 6 de Abril de 2012 - 12:49 ... DA GUERRA NUCLEAR COMO UMA PROVÁVEL FONTE DE MORTE E MISÉRIA INDISCRIMINADAS PARA O GÊNERO HUMANO” ... Fonte: Pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira. CEBI e outras Organizações se reúnem para debater Mudanças ... www.cebi.org.br/noticia.php?secaoId=2¬iciaId=2902CEBI e outras Organizações se reúnem para debater Mudanças Climáticas em Salvador. Segunda-feira, 2 de abril de 2012 - 20h39min. por Programa Direito à ... OngCea centrodeestudosambientais.wordpress.com/11 horas atrás – abril 6, 2012 in Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente ...... Em tempo de tramitação, no gênero, só perde para a Lei de Resíduos Sólidos, .... O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou ... Importante geleira antártica teve derretida 85% de sua massa ... www.opovo.com.br/.../2012/.../importante-geleira-antartica-teve-derr...gêneros no Brasil ... MUDANÇAS CLIMÁTICAS 05/04/2012 - 15h48 ... PARIS, 5 Abr 2012 (AFP) - Uma importante geleira na Península Antártica, um dos ... Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação - ALC www.alcnoticias.net/?lang=689Guatemala, terça-feira, 3 de abril de 2012. A equidade de gênero e o cuidado das mudanças climáticas integrarão as linhas que vão delinear o trabalho de ... textos - Mobilizadores www.mobilizadores.org.br/.../apresentarConteudosGrupo.aspx?TP...5. Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Pobreza. saiba mais sobre este ... Gênero, Combate à Discriminação e Grupos Populacionais, 4. Geração de ... 4/4/2012 :: Lutar contra a destruição ambiental é lutar por justiça social. Neste texto, o ... Conexão ONU — EcoDesenvolvimento - Sustentabilidade, Meio ... www.ecodesenvolvimento.org.br/conexao-onuPostado em Economia e Política em 05/04/2012 às 08h05. por Rádio ONU ... Postado em Mudanças Climáticas em 28/03/2012 às 13h00. por Rádio ONU ..
De volta ao Aterro do Flamengo - Cúpula dos Povos na Rio+20 atualiza lutas do Fórum Global de 92 Fátima Mello Núcleo Justiça Ambiental e Direitos, FASE Abril de 2012 a ser publicado pela Revista Proposta da Fase Junho de 1992, junho de 2012. Na reta final de preparação para a Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental na Rio+20 os que já têm uma certa idade começam a se emocionar com as lembranças do Fórum Global de 92. Voltaremos ao Aterro do Flamengo, palco que há vinte anos atrás encenou um dos mais importantes momentos de constituição das lutas globais que atravessaram os anos 90, articulando as lutas socioambientais e as mobilizações contra o neoliberalismo que dominou a década e que encontrou o fim do ‘fim da História’ na inauguração do novo milênio, nas manifestações de Seattle em 1999 e no Fórum Social Mundial de 2001. O Fórum Global de 92 plantou sementes férteis, nos abasteceu de esperanças e coragem para lutar. Quebramos a hegemonia do neoliberalismo, derrotamos a ALCA, paralisamos a OMC e conquistamos um novo ciclo político na América Latina, com tudo de bom e de esgotamento que nossas análises possam apontar. Voltar ao Aterro vinte anos depois nos reaviva a memória de um percurso rico de mobilizações, desafios, conquistas e de um necessário balanço. Onde estamos agora? Em que ponto da trajetória de lutas nos encontramos? Como a Cúpula dos Povos se insere nesta trajetória? Quais as diferenças e semelhanças em relação ao contexto de vinte anos atrás? Em 1992, recém saídos da queda do Muro de Berlim, o Fórum Global gerou, a partir do trabalho em 45 tendas, um conjunto de Tratados das ONGs e Movimentos Sociais que organizaram uma rica plataforma de lutas que expressava um ambiente de unidade na resistência ao neoliberalismo. Um exemplo foi o Planeta Fêmea, que somou suas ações por direitos sexuais e reprodutivos, dirigidas à afirmação do direito ao próprio corpo e vivência da sexualidade, a uma luta contra as políticas de controle da natalidade e o ambientalismo neomalthusiano que reinava na época, e que atribuía ao nascimento de pessoas em situação de pobreza os males ambientais do planeta, articulando-se assim às lutas socioambientais que questionavam o modelo de desenvolvimento em curso. Algo similar ocorreu com muitos outros movimentos, que no Fórum Global foram convocados a somarem suas agendas específicas a uma convergência e uma síntese mais amplas. Agora, a Cúpula dos Povos se realizará sob o signo da mais profunda crise capitalista desde 1929, estando o sistema internacional desde 2008 ameaçado por uma iminente quebra no funcionamento das bases de sua sustentação e refém de um sistema financeiro que passou a dominar não apenas o mundo da produção mas também a política. Enquanto em 1992 a hegemonia dos EUA encontrava-se no auge, hoje o sistema internacional encontra-se em uma profunda crise de hegemonia e em disputa por uma nova correlação de forças. As instituições multilaterais que sustentaram a hegemonia norte-americana encontram-se também em crise e nunca a necessidade de se dar um fim ao sistema de Bretton Woods esteve tão clara. Esta múltipla crise - econômica, financeira, ambiental, energética, alimentar, política - no entanto ainda não se traduziu em uma nova convergência de lutas entre os movimentos globais. Pelo contrário, as intensas e freqüentes lutas de resistência têm ocorrido de forma dispersa e fragmentada – como é o caso das mobilizações na Grécia, dos Indignados na Espanha, da Primavera Árabe, dos Occupy nos EUA, do movimento estudantil no Chile, das lutas contra as violações dos direitos territoriais no Brasil e em outros países – sem que tenha se constituído um ambiente político, cultural, simbólico, de liga entre estas ricas expressões de lutas anti-sistêmicas. Este é o desafio colocado para a Cúpula dos Povos. Convocar as lutas locais e globais dispersas pelo mundo a se encontrarem e estabelecerem convergências. A conferência oficial nos oferece todos os motivos para que nos unamos na resistência: a agenda oficial se resume a encontrar na financeirização da natureza e na perda de direitos a saída para a crise e para a inauguração de um novo de ciclo de acumulação de capital. O Fórum Global de 92 que nos antecedeu tem muito a nos ensinar. Um dos tratados aprovados há vinte anos no Aterro do Flamengo, a Declaração do Rio de Janeiro afirmou que “A ‘Cúpula da Terra’ frustrou as expectativas que ela mesma havia criado para a humanidade. Manteve-se largamente submissa aos poderosos interesses econômicos dominantes e às lógicas de poder que ainda prevalecem. (...) Denunciamos o fato de as grandes corporações transnacionais se constituírem como um poder acima das nações, em conluio com muitos governos e instâncias públicas internacionais, apresentando-se como campeões do desenvolvimento sustentável.” Nada mais atual do que esta declaração escrita em 1992. São muitas as semelhanças entre 1992 e 2012. Há vinte anos a conferência oficial, inspirada no Relatório Brundtland “Nosso Futuro Comum”, publicado em 1987, ofereceu ao mundo como um de seus principais resultados a noção de desenvolvimento sustentável. Já naquela época vozes do Fórum Global denunciavam que o termo seria algo em disputa e em risco de apropriação por corporações e países que o utilizariam para legitimar um novo ciclo de acumulação mantendo-se os mesmos padrões de exclusão social e apropriação privada da natureza: “Recusamos energicamente que o conceito de desenvolvimento sustentável seja transformado em mera categoria econômica, restrita às novas tecnologias e subordinada a cada novo produto no mercado” De fato, o termo desenvolvimento sustentável foi tão amplamente utilizado para encobrir violações de direitos e injustiças ambientais que hoje não quer dizer mais nada. Eis que a conferência de 2012, vinte anos depois, anuncia que a economia verde será a nova ideologia dominante, a panacéia que todos deverão considerar como a solução acima de qualquer questionamento. Quem afinal poderia ser, assim como se dizia em 1992 no caso do desenvolvimento sustentável, contra uma economia que usa a eco-eficiência e as novas tecnologias? De novo nós, a Cúpula dos Povos, assim como o fizeram tratados e movimentos no Fórum Global de 92, afirmaremos que a economia verde é mais uma tentativa das corporações legitimarem a supressão de direitos e a apropriação privada da natureza para manterem suas taxas de lucro. Em 92 o Tratado dos Modelos Econômicos Alternativos afirmava que “o Estado neo-liberal usa seu poder e violência para reforçar e expandir esse sistema econômico opressivo sob a coordenação das autoritárias instituições de Bretton Woods, particularmente o Banco Mundial, o FMI e o GATT, em benefício do crescente monopólio das corporações transnacionais e seu controle sobre os recursos mundiais. O modelo Brundtland de desenvolvimento sustentável vai perpetuar esta situação. A expansão presente da ideologia do livre comércio, mina o poder dos estados de formular políticas para a proteção dos recursos naturais e da vida humana. A ideologia neo-liberal transforma as relações sociais e as comunidades eco-culturais e de base em meras variáveis econômicas.” O chamado da Cúpula dos Povos na Rio+20 afirma algo similar, apenas com tom de urgência mais nítido: “O sistema de produção e consumo capitalista, representado pelas grandes corporações, mercados financeiros e os governos que asseguram a sua manutenção, produz e aprofunda o aquecimento global e as mudanças climáticas, a perda de biodiversidade, a escassez de água potável, o aumento da desertificação dos solos e da acidificação dos mares, em suma, a mercantilização de todas as dimensões da vida. Enquanto estamos vivenciando uma crise civilizatória inédita, governos, instituições internacionais, corporações e amplos setores das sociedades nacionais, presos ao imediato e cegos ao futuro, agarram-se a um modelo de economia, governança e valores ultrapassado e paralisante. A economia capitalista, guiada pelo mercado financeiro global, continua apoiada na busca sem limites do lucro, na superexploração do trabalho – em especial o trabalho das mulheres e dos setores mais vulneráveis –, na queima dos combustíveis fósseis, na predação dos ecossistemas, no desenvolvimento igualado ao crescimento, na produção pela produção – baseada na descartabilidade e no desperdício e sem consideração pela qualidade da existência vivida.” São fartas também as semelhanças entre 1992 e 2012 no que diz respeito a não-implementação de acordos. A conferência oficial de 92 aprovou um conjunto de documentos, os mais importantes sendo a Carta da Terra, a Declaração do Rio, a Convenção da Biodiversidade, a Convenção sobre Desertificação, a Convenção Marco sobre Mudanças Climáticas, a Agenda 21, e os Princípios sobre Florestas. Mais importante ainda foi o fato de que 92 inaugurou um ciclo de conferências das Nações Unidas que se estendeu ao longo dos anos 90 e que criou um amplo conjunto de normas sobre direitos. A Rio+20 deverá aprovar documentos relacionados a criação de Metas de Desenvolvimento Sustentável, espelhadas nas Metas de Desenvolvimento do Milênio, onde teme-se que seja jogados fora os princípios que nortearam o ciclo dos anos 90, como é o caso das responsabilidades comuns porém diferenciadas e dos direitos então aprovados. Aprovará também a chamada economia verde e uma nova governança restrita ao campo ambiental, sem tocar nas demais dimensões detonadoras da crise global. Frente a um mundo em profunda crise de múltiplas dimensões, tudo o que a Rio+20 se limitará a anunciar é que o mundo será salvo por metas de desenvolvimento sustentável que não serão cumpridas – assim como as declarações, tratados e convenções aprovados em 1992 e ao longo dos anos 90 - pela economia verde e por uma governança ambiental que conviverá com as instituições multilaterais cujas regras levaram o mundo à iminência de um colapso. Existem, porém, dinâmicas que diferenciam a lógica do Fórum Global de 92 da Cúpula dos Povos de 2012. Seguramente há muitos elementos distintos nas trajetórias dos movimentos após vinte anos de experiências e lutas, e uma das diferenças neste percurso é o fato de que, como afirma Jean Marc von der Weid, em 1992 não tínhamos as evidências que temos hoje que comprovam a validade e viabilidade de nossas propostas. "Na opinião de Jean Marc, da ASPTA, a diferença entre hoje e há 20 anos está, entre outros pontos, na solidez das práticas que respeitam as pessoas e o ambiente, como a produção de alimentos saudáveis na agroecologia. São muitas as experiências espalhadas pelo mundo. É preciso tornar visíveis essas práticas que também se materializam nos territórios. No entanto, a questão não se restringe a visibilidade: ao argumentar que a agroecologia só é possível com reforma agrária e campesinato, Jean Marc nos lembra que o debate sobre as alternativas está no plano político.” Talvez uma das diferenças entre 92 e 2012 seja o fato de que hoje nossos acúmulos de resistências e de experiências contra-hegemônicas nos coloquem como desafio elevar as nossas propostas ao patamar da disputa política, e não mais apenas das demonstrações alternativas. Por isso a Cúpula dos Povos pode e deve se tornar o momento, dentro de uma longa trajetória de acumulação de forças, onde façamos a disputa política, dizendo não ao receituário nefasto expresso na conferência oficial e sim a um projeto de sociedade baseado nos direitos dos povos, nas experiências e propostas que temos acumulado em nossas práticas e territórios de resistência. Por isso, além de realizarmos atividades e debates, teremos momentos de convergências em plenárias e assembléias visando a expressão de visões comuns, a mobilização e a demonstração de força. E demonstraremos nossas soluções no Território do Futuro, afirmando que nosso mundo não é uma mercadoria, e que a partir de 2012 a humanidade precisa ser regida sob o signo dos bens comuns, dos direitos, da justiça social e ambiental

quinta-feira, 1 de março de 2012

NO DIA DAS MULHERES, DÊ FLORESTAS

De acordo com deliberação da reunião de líderes de partidos, realizada em 13 de Dezembro do ano passado (2011), a votação do texto que altera o Código Florestal deve acontecer agora nos dias 06 e 07 de Março de 2012, na Câmara dos Deputados. Segundo análise publicada pelo Comitê Brasil em Defesa das Florestas, o texto aprovado pelo Senado, sob relatoria do senador Jorge Viana (PT-AC), embora melhor que o aprovado na Câmara em Maio de 2011, sob relatoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ainda contém diversos retrocessos que precisam ser corrigidos. Para o Comitê, o PLC 30/11, tal qual foi aprovado pelos senadores, é “muito ruim para as florestas e para os recursos hídricos brasileiros”. Desta forma, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciência (ABC) entregaram ontem, 27 de Fevereiro, ao relator da proposta do novo Código Florestal, o deputado Paulo Piau (PMDB-MG), um documento que aponta os pontos que ainda precisam e DEVEM ser alterados pelos parlamentares antes de o projeto ser votado pela Câmara e ir a sanção ou veto presidencial. No documento, as entidades científicas também reconhecem os avanços da proposta apresentada pelo Senado, mas ressaltam que ainda permanecem problemas graves, que trarão prejuízos desastrosos ao meio ambiente e comprometerão a própria sustentabilidade da agricultura. O texto, se for aprovado na Câmara, será submetido ainda à sanção da presidenta Dilma Rousseff que, durante a campanha eleitoral de 2010, assinou compromisso de que vetaria quaisquer dispositivos que anistiassem crimes ambientais e promovessem desmatamentos. Sendo assim, aproveitando a proximidade da votação na Câmara com o Dia das Mulheres, o Brasil Pelas Florestas, movimento apartidário com base em São Paulo, lança nesta terça-feira, 28 de Fevereiro, a campanha “No Dia das Mulheres, dê FLORESTAS!”, como apelo da sociedade civil aos Deputados e à Vsa. Excelentissima Presidenta Dilma Russef, para que não permitam que este pacote de ameaças ao meio ambiente seja aprovado. Ajude-nos a fazer com que esta mensagem chegue aos destinatários. Compartilhe esta imagem em suas redes sociais e listas de emails. Lembre-se: juntos, somos um. Obrigado! Brasil Pelas Florestas.

CONFERÊNCIA DO FAOR SERÁ EM BELÉM

A conferência do FAOR será entre 26 e 29 de março em Belém. O Estado do Tocantins realizou a pré-conferência em setembro de 2011 e deverá participar com representantes de várias Organizações.Teremos 40 vagas, e espera-se uma diversidade de representações: mulheres, adolescentes e jovens, negros e indígenas, militantes do campo e da cidade, além de representantes da luta ambiental. O tema geral da Conferência do Fórum da Amazônia Oriental será mudanças climática e, por certo, a Conferência Rio mais vinte, será objeto de debates e encaminhamentos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Textos e links. Documentos relativos ao FSM e Rio mais 20.

Declaração da Assembleia dos Movimentos Sociais – Fórum Social Mundial – Porto Alegre – Brasil http://blogdotarso.com/2012/01/31/declaracao-da-assembleia-dos-movimentos-sociais-forum-social-mundial-porto-alegre-brasil/ Cúpula dos povos na Rio+20 http://www.jubileubrasil.org.br/integracao-dos-povos/rio-20-2012/cupula-dos-povos-na-rio-20 MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SOBERANIA ALIMENTAR http://ivopoletto.blogspot.com/2012/01/mudancas-climaticas-e-soberania.html ONGs, movimentos sociais e governo debatem estratégias para a Rio + 20 http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=1995 Llueven las críticas a la economía verde en el Foro Social Temático http://www.rebelion.org/noticia.php?id=143866

domingo, 15 de janeiro de 2012

Cúpula dos povos - CFRIOMAIS20

Informe do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira (CFSC) para a Rio+20 Janeiro de 2012 Entre 15 e 23 de junho deste ano, ocorrerá no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, a Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental. A sociedade civil global, organizações, coletivos e movimentos sociais ocuparão o Aterro para propor uma nova forma de se viver no planeta, em solidariedade, contra a mercantilização da natureza e em defesa dos bens comuns. A Cúpula dos Povos ocorrerá de forma paralela à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A reunião oficial marca os vinte anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92 ou Eco 92). Nestas duas décadas, a falta de ações para superar a injustiça social ambiental tem frustrado expectativas e desacreditado a ONU. A pauta prevista para a Rio+20 oficial, a chamada “economia verde” e a institucionalidade global, é considerada pelos organizadores da Cúpula como insatisfatória para lidar com a crise do planeta, causada pelos modelos de produção e consumo capitalistas. Para enfrentar os desafios dessa crise sistêmica, a Cúpula dos Povos não será apenas um grande evento. Trata-se de um processo de acúmulos históricos e convergências das lutas locais, regionais e globais, que tem como marco político a luta anticapitalista, classista, antirracista, antipatriarcal e anti-homofóbica. A Cúpula dos Povos quer, assim, transformar o momento da Rio+20 numa oportunidade para tratar dos graves problemas enfrentados pela humanidade e demonstrar a força política dos povos organizados. “Venha reinventar o mundo” é o nosso chamado e o nosso convite à participação para as organizações e movimentos sociais do Brasil e do mundo. A convocatória global para a Cúpula será realizada durante o Fórum Social Temático, em 28 de janeiro, em Porto Alegre (RS). O Fórum deste ano é, aliás, preparatório para a Cúpula. Programação da Cúpula O Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio+20 está preparando o desenho da Cúpula dos Povos e do território que o evento ocupará no Aterro do Flamengo. O objetivo é que o espaço seja organizado em grupos de discussão autogestionados, na Assembleia Permanente dos Povos e num espaço para organizações e movimentos sociais exporem, praticarem e dialogarem com a sociedade sobre suas experiências e projetos. As ações da Cúpula estarão todas interligadas. Um grupo de trabalho sobre metodologia foi criado para detalhar a execução desse desenho. A ideia é que a Assembleia Permanente dos Povos, o principal fórum político da Cúpula, se organize em torno de três eixos e debata as causas estruturais da atual crise civilizatória, sem fragmentá-la em crises específicas – energética, financeira, ambiental, alimentar. Com isso, espera-se afirmar paradigmas novos e alternativos construídos pelos povos e apontar a agenda política para o próximo período. O grupo de trabalho sobre metodologia vai propor a melhor forma de organizar esse debate e de afirmar novos paradigmas. Os dois primeiros dias da Cúpula serão de atividades organizadas pelos movimentos sociais locais, que estão em luta permanente de resistência aos impactos das grandes obras. Desde esse momento, já estará montado um espaço de livre acesso, onde organizações e movimentos da sociedade civil global exibirão experiências e projetos que evidenciam como é possível viver em sociedade de forma fraterna e sustentável, ao contrário do paradigma hoje vigente. Por isso, o território da Cúpula dos Povos será organizado de forma livre da presença corporativa e com base na economia solidária, agroecologia, em culturas digitais, ações de comunidades indígenas e quilombolas. Esse encontro da cidadania, que também contará com atrações culturais, ficará aberto até o fim da Cúpula, no dia 23. No dia 17, domingo, a organização da Cúpula dos Povos prepara uma passeata para marcar o evento. A partir do dia 18, começarão as discussões autogestionadas e a Assembleia Permanente dos Povos. O 20 de junho será o Dia da Mobilização Internacional, com manifestações que enviem uma mensagem clara e incisiva para a Rio+20 oficial. Visite a página da Cúpula dos Povos www.rio2012.org.br

ONU Mulheres

ONU Mulheres Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres A ONU Mulheres é a nova liderança global em prol das mulheres e meninas. A sua criação, em 2010, foi aplaudida no mundo todo e proporciona a oportunidade histórica de um rápido progresso para as mulheres e as sociedades. A ONU Mulheres trabalha com as premissas fundamentais de que as mulheres e meninas ao redor do mundo têm o direito a uma vida livre de discriminação, violência e pobreza, e de que a igualdade de gênero é um requisito central para se alcançar o desenvolvimento. Os Estados-Membros da ONU e os ativistas dos direitos das mulheres se uniram para criar a ONU Mulheres. Eles reconheceram que tornar as questões de gênero e igualdade reais nas vidas de mulheres e meninas demandava uma organização com alcance mundial, além de uma experiência consolidada e de consideráveis recursos. Por um tempo longo demais, as mulheres foram forçadas a permanecer à margem nas questões de liderança política, segurança em zonas de conflitos, proteção contra a violência e acesso aos serviços públicos. Hoje, as mulheres precisam estar no centro das decisões como líderes, defensoras e agentes de mudanças. A ONU Mulheres está surgindo a partir de um forte embasamento, pela fusão de quatro organizações da ONU com um sólido histórico de experiência em pesquisa, programas e ativismo em quase todos os países. Essas organizações incluem a Divisão da ONU pelo Avanço das Mulheres, o Instituto Internacional de Pesquisa e Treinamento pelo Avanço das Mulheres, o Escritório da Assessora Especial para Questões de Gênero e o Avanço das Mulheres, e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para as Mulheres. A ONU Mulheres defende a participação equitativa das mulheres em todos os aspectos da vida e enfoca cinco áreas prioritárias: ◦Aumentar a liderança e a participação das mulheres; ◦Eliminar a violência contra as mulheres e meninas; ◦Engajar as mulheres em todos os aspectos dos processos de paz e segurança; ◦Aprimorar o empoderamento econômico das mulheres; ◦Colocar a igualdade de gênero no centro do planejamento e dos orçamentos de desenvolvimento nacional. A ONU Mulheres apoia os Estados-Membros da ONU no estabelecimento de padrões globais para alcançar a igualdade de gênero e trabalha junto aos governos e à sociedade civil para formular leis, políticas, programas e serviços necessários à implementação desses padrões. A ONU Mulheres coordena e promove o trabalho do Sistema ONU no avanço da igualdade de gênero. A ex-presidenta chilena Michelle Bachelet é a Subsecretária Geral e Diretora Executiva da ONU Mulheres. Ela traz ao seu cargo um histórico exemplar como líder visionária e defensora da justiça social e dos direitos das mulheres. Mais informações sobre a ONU Mulheres no Brasil EQSW 103/104 Bloco C – Lote 1 – Sudoeste CEP 70670-350 – Brasília, DF, Brasil (61) 3038-9280 | Fax: (61) 3038-9289 onumulheres.conesul@unwomen.org www.unifem.org.br | www.unwomen.org www.twitter.com/ONUMujeres www.facebook.com/ONUMujeres www.youtube.com/unwomen www.flickr.com/unwomen

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

notícias - mulheres e mudanças climáticas - 11 a 19 de dezembro de 2011

Psicoterapia Brasil: Mudanças climáticas vitimam mais mulheres ... quarta-feira, 7 de dezembro de 2011. Mudanças climáticas vitimam mais mulheres que homens, diz Pnuma. Estudo do Programa das Nações Unidas para o ... psicoterapiabrasil.blogspot.com/2011/12/mudancas-climaticas-vitimam-mais.html - 79k - Páginas semelhantes Mudanças climáticas vitimam mais mulheres que homens, revela ... A revista digital mais completa do Brasil Domingo | 18 de dezembro | 2011. Jesuítas: Justiça, Fé, Ecologia ... 07/12/2011 | domtotal.com. Mudanças climáticas vitimam mais mulheres que homens, revela Pnuma. Um relatório das Nações ... www.domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=391634 - 39k - Páginas semelhantes OngCea 1 dia atrás ... dezembro 19, 2011 in Mudanças Climáticas, Poluição, Saúde Humana .... Queimada, um passo atrás para o homem (e a mulher) do campo ... centrodeestudosambientais.wordpress.com/ - 272k - Páginas semelhantes Envolverde 1 hora atrás ... Cidade do México, México, 19 de dezembro de 2011 (Terramérica). ... de 2010, estudou pela primeira vez o BPA em mulheres grávidas deste país. ..... emissões de gases poluentes que intensificam mudanças climáticas. ... envolverde.com.br/ - 120k - Páginas semelhantes O exemplo da matrioshka. Alcilene Cavalcante em 18 de dezembro de 2011 ... Ouvi tal definição de uma mulher no documentário “Vivendo de Luz”, exibido pelo canal GNT nesse dezembro de mudanças climáticas. Lindo o que ela disse: ... www.alcilenecavalcante.com.br/ - 112k - Páginas semelhantes Representante da ONU sobre mudanças climáticas critica retirada ... Representante da ONU sobre mudanças climáticas critica retirada do Canadá do Protocolo de Kyoto. 14 de dezembro de 2011 · Notícias · Share · Tweet ... www.onu.org.br/onu-critica-retirada-do-canada-de-kyoto/ - 98k - Páginas semelhantes Mudanças climáticas vitimam mais mulheres que homens, diz ... Mudanças climáticas vitimam mais mulheres que homens, diz Pnuma; 06/12/ 2011; Rádio das Nações Unidas; false; UOL Notícias; 4 ... noticias.uol.com.br/ultnot/radioonu/2011/12/06/mudancas-climaticas-vitimam-mais-mulheres-que-homens-diz-pnuma.jhtm - 69k - Páginas semelhantes II Encontro de Formação e Mobilização para a RIO+20 9:30 am 15 Dezembro 2011 — 6:00 pm 16 Dezembro 2011 em Rio de Janeiro, ... A mulher no contexto das mudanças climáticas – Articulação de Mulheres ... rio20.net/pt-br/events/ii-encontro-de-formacao-e-mobilizacao-para-a-rio20/ - 49k - Páginas semelhantes

domingo, 11 de dezembro de 2011

RESULTADOS DA COP DE DURBAN

Países aprovam mapa do caminho para acordo mundial em 2015 Protocolo de Kyoto também foi aprovado e será prolongado além de 2012. Brasil dá palavra decisiva e ajuda definir versão final do acordo. Os representantes de mais de 190 países aprovaram neste domingo, na conferência sobre o clima de Durban (África do Sul), a COP17, um mapa do caminho para um acordo global em 2015 destinado a reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa. O alívio era visível entre os representantes na conferência, que esteve à beira da catástrofe, após 14 dias e duas madrugadas extra de negociações. O Brasil, com perfil mediador representado por Luiz Alberto Figueiredo, contribui para a definição da versão final do documento. Clima de tensão: Solução brasileira 'salva' reunião do clima de fracasso "Em homenagem a Mandela: isto parecia impossível, até que foi conseguido. E foi conquistado!", escreveu no twitter, Christiana Figueres, principal nome da ONU para a questão do clima. Porém, a União Europeia, que usou todo seu peso para obter um acordo juridicamente vinculante, se viu obrigada a aceitar ao fim da reunião - ofuscada pela crise do euro - um texto que deixa em aberto a questão do caráter obrigatório do futuro pacto climático. Entenda: Como acontece o aquecimento global Quem são os maiores emissores Perguntas e respostas sobre a COP-17 O objetivo da comunidade internacional é limitar o aumento da temperatura global a +2°C. A soma das promessas dos vários países em termos de redução de emissões está longe, no entanto, de alcançar a meta. Segundo um estudo apresentado esta semana em Durban, o mundo está no caminho de um aumento de 3,5°C no termômetro global. Protocolo de Kyoto Os ministros e delegados, à beira do colapso, também chegaram a um acordo para prolongar além de 2012 o Protocolo de Kyoto. A decisão sobre o futuro do protocolo, o único instrumento jurídico vinculante que limita as emissões de gases, era um dos pontos chaves da COP17. Os países em desenvolvimento, que estão isentos do protocolo, respaldam com firmeza o mesmo, pois estabelece um "muro selado" entre os países do norte, que têm uma responsabilidade "histórica" no acúmulo de CO2 na atmosfera, e o resto do planeta. O documento, assinado em dezembro de 1997, entrou em vigor em fevereiro de 2005 e impõe aos países ricos, com a grande exceção dos Estados Unidos, que não ratificaram o texto, a redução das emissões de seis substâncias responsáveis pelo aquecimento global, em particular a de CO2. Fundo Verde Os delegados concordaram com o início de um segundo período de compromissos, que envolverá principalmente a União Europeia. Canadá, Japão e Rússia ressaltaram que não desejam um novo compromisso. A implementação do mecanismo de funcionamento de um Fundo Verde, destinado a ajudar os países em desenvolvimento ante o aquecimento global, também foi aprovado em Durban. A ONG Oxfam criticou duramente os resultados da reunião e afirmou que os negociadores evitaram por pouco um colapso do processo ao alcançar um acordo sobre "o estrito mínimo possível". 'Pacote não é perfeito' A ministra sul-africana das Relações Exteriores, Maite Nkoana-Mashabane, que presidiu a conferência, admitiu, desde o início da sessão plenária, à noite, que o pacote de decisões sobre a mesa "não era perfeito", mas defendeu que era necessário "não deixar que a perfeição seja inimiga do bom". Para a União Europeia (UE), Durban obteve um "avanço histórico" por obter um acordo que, a partir de 2015, englobaria pela primeira vez todos os países na luta contra o aquecimento global. Para Connie Hedegaard, comissária europeia para questões do clima, a estratégia da UE foi bem sucedida. "Quando muitos diziam que em Durban apenas seriam implementadas decisões tomadas em Copenhague e Cancún, a UE tinha mais ambição. E conseguiu mais", destacou. "Não aceitaríamos um novo período para o Protocolo de Kyoto sem ter, em troca, um mapa do caminho para o futuro no qual todos os países se comprometam", disse Hedegaard. A conferência de Durban, que terminou com 36 horas de atraso, entrará para a história das reuniões sobre o clima por ter batido o recorde das prorrogações nas negociações. O próximo encontro sobre o clima acontecerá no Qatar, o maior emissor de gás carbônico per capita do mundo. *com EFE, AFP e BBC Brasil

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Frente à COP 17 – Durban e Rio+20: NÃO aos mecanismos de mercado como solução para o enfrentamento da crise ambiental e climática Apesar dos sucessivos fracassos em relação às soluções de mercado propostas nos últimos quase 20 anos das negociações da UNFCCC, alguns governos, entre eles o Brasil, continuam insistindo em promover os mecanismos de mercado dentro do marco regulatório de clima para solução da crise climática, bem como rumo a economia verde proposta para ser discutida na Rio+20, em junho do próximo ano. Desde a sua criação em 1992, o objetivo da Convenção de Clima é a de reduzir as emissões de gases de efeito estufa de modo que não se implique em risco aos sistemas naturais do planeta Terra, de acordo com o texto da UNFCCC visa “a estabilização das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera num nível que impeça uma interferência antrópica perigosa no sistema climático” Este objetivo não conseguiu nem de perto ser atendido, ao contrário, o único instrumento jurídico vinculante, o Protocolo de Kyoto, que definiu o corte ínfimo de apenas 5,2% das emissões dos países do Norte (em relação aos níveis de 1990) para um período até 2012, corre o risco de não ter seu segundo período aprovado. Foi demonstrado desde a criação de Kyoto que o foco do mesmo, ao invés de ser o de atender ao objetivo da Convenção, foi de institucionalizar o mercado de carbono no âmbito das Nações Unidas e no interior dos países signatários. Fica cada vez mais evidente que a criação do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – dentro dos mecanismos de flexibilidade presentes em Kyoto – e sua implementação nos países em desenvolvimento vem aumentando os impactos locais negativos onde os projetos são instalados, ampliando situações de injustiça ambiental e de violações dos direitos humanos e não contribuem efetivamente para a redução de emissões. Assim, os grandes beneficiários da crise climática e das políticas aprovadas no âmbito multilateral são as grandes corporações e o sistema financeiro internacional, que vem se renovando por meio dos instrumentos criados pela Convenção, como no caso do Banco Mundial que ganhou novo fôlego nos últimos anos com o tema climático e, mais atualmente, ao ser escolhido como tesoureiro do Fundo Verde de Clima da UNFCCC, mesmo com a oposição de vários países e da sociedade civil internacional. Atualmente, após a criação do mecanismo de REDD+ na COP 16, no acordo de Cancun, o mercado de carbono se consolida como principal aposta para propostas em curso de financiamento para REDD+. As organizações e movimentos sociais que compõem o Grupo Carta de Belém e que lutam pela justiça ambiental e climática rechaçam o REDD+ como mecanismo de mercado de carbono que sirva também para compensar as emissões de gases dos países desenvolvidos. Estas organizações entendem que o mercado de carbono e o mecanismo de REDD+ são falsas soluções à crise climática e vão contra a necessidade dos países do Norte de assumirem suas responsabilidades e dívidas históricas com os países e povos do Sul e de reduzirem suas emissões, bem como transferem o foco das discussões da queima de combustíveis fósseis, verdadeiras responsáveis pelas mudanças climáticas atuais, para as florestas. Enquanto o Brasil pretende se mostrar para o mundo como um grande exemplo de transição para a economia verde, no âmbito doméstico veem-se processos que demonstram exatamente o contrário do discurso apresentado. Por um lado, vemos o desmonte da legislação ambiental nacional, com a flexibilização do Código Florestal, com o PL 195/2011 sobre REDD+ e o PL 792/2007 de contratos de pagamentos por serviços ambientais, propostas que ultrapassam o modelo de incentivos promovidos por políticas públicas para a comercialização da biodiversidade e dos bens comuns, bem como fortalecendo o mercado de carbono a nível nacional por meio da criação de títulos representativos de estoques de carbono (Certificado de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal - CREDD) ou de florestas e da biodiversidade (Cota de Reserva Ambiental, contida na atual proposta do Código Florestal). Por outro, está em curso um processo de carbonização da economia, com o aumento das emissões decorrentes do setor energético em função da ampliação da participação de termelétricas na matriz energética nacional e da exploração do pré-sal que triplicará a produção de petróleo e gás nos próximos dez anos. Além disso, o Grupo questiona como o Brasil irá cumprir suas metas voluntárias apresentadas em Copenhague, na COP 15, e aprovadas na Política Nacional de Mudanças Climáticas, com o aumento considerável do desmatamento da Amazônia e do Cerrado, fruto das medidas pré-aprovadas no novo Código Florestal. Por estes e outros motivos o grupo Carta de Belém finaliza apontando que várias políticas e legislações estão sendo pensadas para serem finalizadas até a Rio+20, em junho do próximo ano, e isso sem um debate com a sociedade brasileira, ou grande parte dela, especialmente sem a participação das bases de organizações e movimentos sociais. A construção de um marco legal neste sentido poderá gerar um fato consumado e impossibilitar qualquer barganha nas negociações internacionais de clima e inviabilizar qualquer iniciativa futura de proteção da soberania nacional do Estado e de seus povos aos territórios, bem como de políticas que enfrentem de fato a crise climática por fora do mercado. Rejeitamos um regime de clima floresta-cêntrico! Queremos a justiça ambiental e climática! Defendemos a proteção das florestas e dos direitos dos povos que nela vivem! Não ao REDD+! Assinam: Amigos da Terra Brasil; ANA Amazônia; AS-PTA; Associação Alternativa Terrazul; ABA – Associação Brasileira de Agroecologia; CEAPAC – Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária – PA; CEPEDES - Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul/BA; CIMI – Conselho Indigenista Missionário; FAOR – Fórum da Amazônia Oriental; FAMCOS - Federação das Associações de Moradores e Organizações Comunitárias de Santarém – PA; FASE; FECAP - Federação das Entidades comunitárias do Estado do Amapá – AM; Fetraf Brasil – Federação dos Trabalhadores/as da Agricultura Familiar; Fetraf Sul; FORMAD – Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento; Fórum Carajás; Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social; Fundação Rureco; Instituto Terramar; INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos; Instituto Mais Democracia; Instituto Quilombista – BA; Jubileu Sul Brasil; Justiça nos Trilhos – MA; MACA - Movimento Anti-capitalista Amazônico; MMC - Movimento de Mulheres Camponesas; MMM- Marcha Mundial das Mulheres; MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores; MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra; Organização das Associações Comunitárias da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns/ Tapajoara – PA; RBJA – Rede Brasileira de Justiça Ambiental; Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais; REJUMA – Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade; STTR Xapuri – AC; Terra de Direitos; Via Campesina Brasil

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Christiane Torloni cobra de Senadores o desmatamento zero na Amazônia
Atriz faz enquete no site do Senado disparar, após chamada no programa do Faustão

Durante sua entrevista neste domingo, após falar de seu personagem na novela das oito, a atriz pediu a palavra ao apresentador e chamou a atenção para a importância do momento pelo qual está passando o país, em função da votação do novo código florestal. Christiane estava vestida com a blusa do Movimento Amazônia para Sempre, que mobilizou a sociedade brasileira e conseguiu reunir mais de um milhão e duzentas mil assinaturas pedindo o fim do desmatamento na Amazônia, entregues no Senado durante vigília realizada em defesa da floresta, em maio de 2009.

Convidando o público a se envolver com a questão, pediu para que as pessoas entrassem no site do Senado e buscassem participar da discussão, citando que até o momento 84% dos internautas são a favor do desmatamento zero na Amazônia. A atriz, que na novela representa uma mulher com transtorno bipolar, se mostrou muito sensata na vida real, cobrando dos parlamentares o compromisso assumido na campanha do movimento Amazônia para Sempre, citando o nome dos ex governadores e atuais senadores Aécio Neves, Eduardo Braga e Jorge Viana, que assinaram o manifesto recebido pelo Senado e entregue ao Presidente Lula em 2009.  Jorge Viana será o relator do novo código florestal na Comissão de Meio Ambiente, a derradeira a apreciar o projeto de lei antes da votação na plenária, o que deverá ocorrer a partir desta quarta feita. A votação final do texto do novo código no Senado  está prevista para o dia 22 deste mês.

De forma inteligente, Christiane emendou lembrando a tragédia do início do ano ocorrida nas serras do Rio de Janeiro, fazendo com que o público relacionasse a questão do meio ambiente com o clima, qualidade de vida e segurança. Falou também sobre a questão das APPS, sobre as vidas perdidas na tragédia do Rio e dos riscos das pessoas ocuparem estas áreas, entre outros assuntos que estão em discussão no texto do novo código florestal. Ao finalizar, chamou novamente a atenção do público para a responsabilidade com relação à floresta amazônica e ao clima no planeta:

- “Peço a vocês que nos vêem que estejam presentes neste momento. O código florestal pode ser, para o Brasil, a nossa diferença neste planeta. Nós temos a floresta Amazônica, a ultima floresta tropical do planeta. Somos responsáveis pelo clima deste planeta, nos comprometemos internacionalmente, que nós manteríamos o desmatamento zero, e agora começamos a ver jogos por baixo da mesa.Vamos ser firmes, vamos ser brasileiros, por que nós moramos em um país único no mundo,  que tem o nome de uma árvore, o Brasil.”

domingo, 30 de outubro de 2011

a Casa 8 de Março, a Pastoral da Mulher Marginalizada e as Mudanças climáticas

“As mulheres são as que mais sofrem com os impactos das mudanças climáticas”

Esta afirmação é da presidente da Casa 8 de Março, Bernadete Aparecida Ferreira, que participou na tarde desta sexta-feira, 28, de uma mesa redonda que discutiu sobre "Mudanças Climáticas e Impactos Socioambientais", durante a realização da pré-conferência da FAOR – Fórum da Amazônia Oriental no Tocantins.
Em sua apresentação – "A Casa 8 de Março, a Pastoral da Mulher Marginalizada e as Mudanças Climáticas", Bernadete destacou as ações realizadas pela entidade relacionadas ao meio ambiente, com destaque para o projeto Ensolarar, que tem como objetivo difundir os benefícios da energia solar com o uso de fogão e aquecedor solar.
"Nós nos preocupamos não apenas em denunciar os grandes projetos, mas em fazer um trabalho de beija-flor, debatendo e discutindo sobre as energias renováveis, principalmente direcionadas às mulheres", destacou Bernadete.
Ainda em sua explanação, a presidente da Casa 8 de Março apresentou a Carta das Mulheres em Defesa do Clima e da Amazônia, elaborada durante o V Fórum Pan Amazônico realizado em novembro de 2010 em Santarém (PA). A Carta está disponível no menu Publicações deste site.
Debate
Também participaram da Mesa Redonda a coordenadora do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens, Judite da Rocha, e o presidente da Comunidade Kolping de Palmas, Ivan Guarany.
Flávia Quirino

pré-conferência do FAOR e momento de discussão sobre as mulheres e as mudanças climáticas

“As mulheres são as que mais sofrem com os impactos das mudanças climáticas”

Esta afirmação é da presidente da Casa 8 de Março, Bernadete Aparecida Ferreira, que participou na tarde desta sexta-feira, 28, de uma mesa redonda que discutiu sobre "Mudanças Climáticas e Impactos Socioambientais", durante a realização da pré-conferência da FAOR – Fórum da Amazônia Oriental no Tocantins.
Em sua apresentação – "A Casa 8 de Março, a Pastoral da Mulher Marginalizada e as Mudanças Climáticas", Bernadete destacou as ações realizadas pela entidade relacionadas ao meio ambiente, com destaque para o projeto Ensolarar, que tem como objetivo difundir os benefícios da energia solar com o uso de fogão e aquecedor solar.
"Nós nos preocupamos não apenas em denunciar os grandes projetos, mas em fazer um trabalho de beija-flor, debatendo e discutindo sobre as energias renováveis, principalmente direcionadas às mulheres", destacou Bernadete.
Ainda em sua explanação, a presidente da Casa 8 de Março apresentou a Carta das Mulheres em Defesa do Clima e da Amazônia, elaborada durante o V Fórum Pan Amazônico realizado em novembro de 2010 em Santarém (PA). A Carta está disponível no menu Publicações deste site.
Debate
Também participaram da Mesa Redonda a coordenadora do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens, Judite da Rocha, e o presidente da Comunidade Kolping de Palmas, Ivan Guarany.
Flávia Quirino

sábado, 29 de outubro de 2011

CAMPANHA EM DEFESA DA FLORESTA

Vamos continuar a mobilização e coleta de assinaturas da Campanha em defesa da floresta. Essa campanha é protagonizada pela Via Campesina. Acesse  www.florestafazadiferenca.org.br para assinar a petição e imprimir o abaixo assinado em defesa das florestas e contra as alterações no Código Floresal

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Agenda importane sobre mudanças climáticas - fim de 2011, início de 2012

  • Janeiro de 2012: Foro social mundial temático de Porto Alegre dedicado ao preparo de Rio+20

  • Outubro de 2011: 2a Conferência mundial dos Povos sobre mudança climática – Cochabamba, Bolívia

  • 3-4 de novembro de 2011: G20, París, França

  • 28 de novembro – 9 de dezembro de 2011: COP17, Durban, África do Sul

  • Março de 2012: Foro da Água, Marselha – França
  • Eventos internacionais sobre cambio climático

    Para você se informar e, se quiser, acompanhar:

    UNEP, UNESCO, WMO, IPCC, FAO
    1 noviembre 2011 - 7 noviembre 2011
    International Workshop on Adaptation to Climate Change in Agriculture in West Asia and North Africa
    FAO, WMO, IFAD and the Association of Agricultural Research Institutions in the Near East and North Africa (AARINENA)
    14 noviembre 2011 - 17 noviembre 2011
    Kuwait

    El Perú y siete países analizarán el cambio climático en Amazonía


     
     
    Los ocho países que comparten la Cuenca Amazónica acometerán un plan que estudia los posibles efectos del cambio climático en esta selva, según dijeron delegados que participan en un taller en Quito sobre los recursos hidrológicos en esta región sudamericana.
    El asesor de la Secretaría Nacional del Agua (Senagua) de Ecuador, Alfredo López, indicó a Efe que el plan prevé un "estudio piloto" sobre los posibles efectos del cambio climático en la Amazonía y recogerá información sobre los asentamientos humanos, leyes y procesos constitucionales que afectan a esta área.
    Recordó que el plan se suscribió en Lima en el 2010, pero dijo que en el taller de Quito, que se inició ayer y termina hoy, los delegados de Bolivia, Brasil, Colombia, Ecuador, Guyana, Perú, Surinam y Venezuela acordaron la fase inicial de su implementación.
    El encuentro en la capital ecuatoriana aborda la discusión sobre el proyecto de "Manejo Integrado y Sostenible de los Recursos Hídricos Transfronterizos de la Cuenca del Río Amazonas, considerando la Variabilidad Climática y el Cambio Climático".
    En el taller, organizado por la Secretaría Permanente de la Organización del Tratado de Cooperación Amazónica (SP/OTCA), se revisa y evalúa el Plan de Trabajo General aprobado en el 2010 y se discute la implementación de la fase inicial del proyecto.
    Para la aplicación del proyecto se cuenta con una inversión de 7 millones de dólares del Fondo Global para el Medio Ambiente (GEF, por su sigla en inglés), que entre otros cuenta como socios a la Organización de Naciones Unidas y al Banco Mundial.
    No obstante, se calcula una "contrapartida que pongan los países (miembros de la OTCA) que podría llegar hasta los 50" millones de dólares, detalló López.

    GUERRERAS ANTE EL CAMBIO CLIMATICO

    Campaña #CRECE en Bolivia: Guerreras ante el cambio climático

    19 Octubre, 2011 | Blog channel: CRECE
    La campaña CRECE se propone trabajar durante cuatro años por la justicia alimentaria. Los temas abordados son tan diversos y estructurales – precios de alimentos, acaparamiento de tierras, trasnacionales sin rostro ni gobierno – que el horizonte se presenta sombrío y pesimista. En este contexto ¿qué jerarquizar como problema sin caer en el simplismo?, ¿cómo apostar a los pequeños productores sin ser criticados por románticos y poco realistas?, ¿cómo poner rostro y dar protagonismo a quienes están excluidos de las decisiones del sistema alimentario? En definitiva: cómo encarar una campaña optimista en un tema donde las malas noticias son cotidianas.

    Estos desafíos fueron asumidos por el equipo de campaña en Bolivia que tomó una opción junto a sus socios nacionales, proponer qué queremos para luego denunciar los peligros que se interponen en nuestra utopía. De esta premisa surge la idea de poner a las mujeres en el centro, valorando sus capacidades, reconociendo su creatividad, explorando sus iniciativas productivas que en muchos casos conllevan siglos de sabiduría ancestral y una natural convivencia con la tierra en una compleja relación de reciprocidad y cuidados… y lo encontrado en este campo ¡sí eran buenas noticias!

    ¿Cómo surgió esta consigna?

    La consigna de la campaña, "Guerreras ante el cambio climático" surgió en una conversación con Erminia Guaji, productora en los llanos amazónicos y una de las protagonistas que se presentan. Erminia plantea: “la vida nos ha hecho guerreras frente al cambio climático, y es una batalla que no pensamos perder”. Ese era el optimismo que necesitábamos contagiar y por ello la campaña invita a conocer, junto a Erminia, las visiones de Lucia Quispe, quien lucha contra el deshielo de la montaña; Irene Guzmán, quien siembra sin destruir la Amazonía y Audea Pérez, cosechadora de lluvias en el Chaco.

    En el problema de la justicia alimentaria, las mujeres productoras y consumidoras son quienes mayor probabilidad tienen de ser afectadas. En el campo de la producción, son quienes trabajan con recursos más precarios pero también quienes mantienen la diversidad de productos alimentarios y quienes están – en la propia práctica – innovando para adaptarse a los cambios. Por otra parte, como consumidoras, son quienes pueden generar cambios en nuestro hábitos alimenticios ya que son quienes compran y preparan nuestro alimento en las ciudades. Así, en un contexto de adaptación al cambio climático, las mujeres se constituyen en un poderoso recurso para plantear una solución.

    Como parte de la campaña CRECE en Bolivia, Oxfam – en alianza con REMTE y Fundación Solón – plantea una campaña social que aborde los problemas antes descritos con propuestas de solución inspirando las políticas públicas desde las estrategias concretas de adaptación desarrolladas por mujeres en cuatro zonas de Bolivia: altiplano, valles, chaco y amazonia. La campaña desarrollada en televisión, radio y vallas callejeras tiene un único mensaje: la agricultura sostenible que soñamos ya está siendo implementada… con manos de mujeres

    Kanindé apresenta metodologia de diagnóstico etnoambiental em terras indígenas

     

    Terça-Feira , 25 de Outubro de 2011 - 17:10

     
    Na sua edição de 2011 a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia trouxe como tema: Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos. A Associação de Defesa Etnoambiental – Kanindé participou da programação com a palestra do Biólogo e pesquisador Glauko Correia da Silva. O especialista fez a apresentação da Metodologia de Diagnóstico Etnoambiental Participativo em Terras Indígenas. A oficina teve como público alvo os alunos do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Rondônia campus de Porto Velho. O evento fez parte da programação do Seminário de Ciência e Tecnologia que esse ano teve como tema - Mudanças climáticas, o papel das tecnologias sociais.
    A Kanindé já vem desenvolvendo nos últimos dez anos trabalhos de Diagnostico Etnoambiental Participativo em terras indígenas em parceria com comunidades indígenas interessadas. Além disso, auxilia na elaboração do Plano de Gestão voltado para o Planejamento das ações nos territórios indígenas. A Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, detentora desta metodologia foi certificada pela Fundação Banco do Brasil como uma tecnologia social replicável.
     No dia 21 as atividades acorreram durante todo dia, pela manhã os alunos no PIBIC JR, fizeram as apresentações dos seus projetos de pesquisa. Seguindo a programação no período da tarde ocorreu à palestra - Trabalhos em Rede - Fortalecimento do Fórum Municipal de Tecnologias Sociais, foi ministrada pelo Gerente de Atuação Política e Fiscalizadora da Kanindé e Coordenador Executivo GTA-RO, Edjales Benício de Brito. No encerramento da programação os participantes fizeram uma pequena expedição com a experiência “O PH do Planeta”.
    O Seminário foi realizado nos dias 20 e 21 de outubro na sedo do IFRO sob a coordenação do Instituto Federal de Rondônia – IFRO com apoio da Prefeitura de Porto Velho. A Associação de Defesa Etnoambiental Ambiental Kanindé, Grupo de Trabalho Amazônico - GTA, Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SEMA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa